quarta-feira, 11 de abril de 2012

QUEM DEFENDE A IGREJA É CRISTO


Ariovaldo Ramos defende disciplina para políticos cristãos que erram
Por: Redação Creio

        Como estamos em ano eleitoral, políticos e aliados já discutem como será a participação dos evangélicos nas eleições municipais que acontecem em outubro. Ariovaldo Ramos, como sempre, não poupou palavras ao classificar este momento em um recente debate. No vídeo que circula pela internet e disparou: “ A Igreja não precisa de advogado e político. Nós não temos nada a ver com o Estado e eles conosco.” E aos que desejam alçar uma carreira política ele dá um recado primordial: “ Se eles acham que podem usar a igreja como curral eleitoral e que os irmãos são obrigados a votar, perdeu o bonde da história.”
        A declaração vem um bom momento. Na última semana interlocutores do Governo Federal, foram a campo acalmar deputados e senadores evangélicos após declarações sobre o crescimento cristão do secretário de Dilma Rousseff, Gilberto Carvalho. ”As instituicoes que trairam o evangelho, se macomunam com a politica humana e o estado. Nós somos os profetas de Deus e profeta não vai em festa de Rei. Nós podemos cooperar com estado, isto podemos. Cooperamos ao fazer que as pessoas sejam melhores. Conclamando a sociedade ao arrependimento. Mas não dependemos de politica alguma.”
        Para aqueles que seguem vida pública e se afastaram da ideologia cristã Ariovaldo Ramos dá um aviso: Devem ser disciplinados. “Se ele quiser voto terá que mostrar ser digno de qualquer cidadao, e não só o convertido. E ser cristao em qualquer lugar que estiver. Igreja não precisa de defesa, quem defende é cristo.”

Data: 24/2/2012


Fonte: Creio

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Nós


O pão nosso de cada dia nos da hoje
 ...e perdoa-nos as nossas dívidas
....e  nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal.
 
Quando Jesus ensinou os seus discípulos como orar, Ele orou usando a perspectiva de "Nós".
Sabendo que a humanidade é constantemente dividida - um contra o outro - Jesus ensinou a seus discípulos o caráter do Reino de seu Pai que sempre é um Reino de "Nós".
 
Creio que a maneira correta de orar é orar sempre pensando no alvo da humanidade como sendo "Nós". É fácil pensar que o alvo é somente "eu", mas a ênfase de Jesus foi e sempre será "nós".  Deus vê a humanidade como sendo um todo e não uma coleção de indivíduos. Temos que aprender a ver a humanidade como "Nós" e a oração é o melhor lugar para aprender isso.
 
Todos nós temos a tendência de ver o mundo dividido em categorias de pessoas diferentes e não como um "Nós". É na oração que vencemos esta tendência de dividir a humanidade em grupos, raças e povos.
 
A igreja tem que aprender a ser um "nós" ou não viveremos como Jesus viveu.  Jesus veio nos salvar.  Ele era Judeu, mas veio salvar todos "nós".
 
Tome cuidado com as divisões que existem entre as pessoas. Tome cuidado com as denominações, a política, as nações.   Lembre-se de orar com a palavra "nós" quando você pensa nas outras pessoas.  Senão a tendência de esquecer certas pessoas ou desprezar certas pessoas achará raiz no seu coração.
 
Prepare-se agora para uma eternidade que é para todos "Nós". Ore no modo "Nós" como Jesus nos ensinou a orar.
 
Carlos McCord
Presidente do Ministério Permanecer

A Páscoa e a Ressurreição


 
A Páscoa é um evento. A ressurreição é uma pessoa. Um evento vem e vai. Uma pessoa vive enquanto a qualidade da sua vida permite. Uma vida ressurreta dura para sempre.
 
Quando simplesmente celebra a Páscoa como um evento no calendário em vez de celebrar a qualidade de vida que habita em nós, perdemos o poder da ressurreição.
 
A ressurreição tem o mesmo poder em nós hoje que teve no dia que Jesus venceu a morte.
 
Hoje não é a Páscoa.  Hoje é ressurreição. Amanhã será ressurreição. Daqui a dez mil anos será ressurreição. O fato que Cristo vive em cada um de nós que o recebeu faz todo dia um dia de ressurreição.
 
A ressurreição vive em você! Levante-se!
 
Carlos McCord
Presidente do Ministério Permanecer
 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Um povo crente: Os "sem religião" que acreditam em Deus

Um povo crente: Os


  • SBT aceita vender horário a igreja Mundial por R$ 300 milhões





  • "El Shaddai" : Conheça o game com forte influência teológica





  • Bispo Edir Macedo ensina como identificar a salvação da alma





  • Evento musical promove retomada da vida religiosa





  • Curso de administração do IASP é o maior do mundo da rede adventista




  • Para especialista, os evangélicos nunca serão maioria e os sem religião formarão um grande grupo com cerca de vinte e cinco por cento dos brasileiros.
    Quem tem passado os olhos sobre os jornais e revistas dos últimos meses não terá muitas dúvidas em afirmar: não há lugar para o cristianismo no chamado espaço público do Ocidente neste século 21. Esse espaço pertence a agnósticos, a ateus ou aos genericamente chamados de “sem religião” – gente que não se sente identificada por nenhum sistema de fé ou instituição religiosa e que, por isso, estaria mais apta a lidar adequadamente com o pluralismo da sociedade pós-moderna. Esse é o tom do mundo político, do meio acadêmico e da grande imprensa ocidentais. Num contexto como este, aumenta a preocupação com números. E pesquisas relacionadas à confissão religiosa são acompanhadas com interesse em todo planeta.
    Em abril deste ano, a revista Newsweek, nos Estados Unidos, colocou na capa matéria com o título “O declínio e a queda da América cristã”, que aposta no fim da hegemonia do cristianismo na cultura norte-americana, apressando esse diagnóstico por conta da retração, ao longo das últimas duas décadas, de 10% no número de pessoas que se auto-identificam como cristãs.




    Isso, a despeito de a religião agora vista pela publicação como decadente ainda contar com nada menos do que a adesão de 76% da população do país, de acordo com os dados divulgados pela pesquisa American Religious Identification Survey.
    Por aqui, em uma série de artigos publicados recentemente pela revista Ultimato, Paul Freston, doutor em sociologia pela Universidade de Campinas (Unicamp), debate o futuro da Igreja Evangélica no Brasil em termos de força numérica e também cultural. Ele lembra que o país atualmente pode ser considerado a “capital mundial do pentecostalismo”, mas que isso não garante que a voz dos evangélicos será a hegemônica. Freston afirma, em seus artigos, que para alguns estudiosos o crescimento pentecostal no Brasil vai dar lugar à secularização: a trajetória das pessoas iria então do catolicismo para o pentecostalismo e depois para o grupo dos “sem religião”. Ele vê um crescimento dos “sem religião” – designação que agrega agnósticos, ateus e místicos sem uma filiação religiosa definida – no mesmo ritmo dos pentecostais e justamente nas “mesmas periferias e fronteiras” das grandes cidades, entre jovens e não-brancos.
    Se as tendências atuais persistirem, continua Freston em sua série de três artigos, nunca haverá maioria evangélica no Brasil. Ele aposta, assim, que a decadência católica se estabilizaria, parando no patamar em torno de 40% da população. Os evangélicos chegariam a 35% e os “sem religião” formariam um terceiro grande grupo, com cerca de vinte e cinco por cento dos brasileiros. O sociólogo sublinha, no entanto, que há uma diferença importante entre os pentecostais e os chamados sem religião – estes são, sobretudo, homens, e os pentecostais, majoritariamente, do gênero feminino. “Talvez, então, ‘sem religião’ seja o substituto do pentecostalismo para rapazes subempregados e ainda sem responsabilidades familiares”, pondera o especialista. Algo temporário, portanto.
    À revista CRISTIANISMO HOJE, Freston afirmou ter baseado seu cálculo em relação ao futuro da religião no país, a partir do destino que tem sido traçado pelos brasileiros que abandonam o catolicismo: “Apenas um em cada dois ex-católicos vira evangélico”, declara. Para ele, não adianta tentar definir quem seriam os “sem religião”, e sim, entender a variedade que acaba caindo nessa categoria censitária. “Uns poucos cristãos, por alguma razão, talvez aceitem ser contados nesse grupo”, admite.
    “Componente místico” Já Agnaldo Cuoco Portugal, doutor em filosofia da religião e professor da Universidade de Brasília (UnB), lembra que os números dos últimos censos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam para uma situação totalmente oposta. “Os últimos dados, de 2005, comparados com os de 2000, mostram na verdade uma diminuição do número das pessoas que se declaram sem religião, ainda que dentro da margem de erro”, aponta. Portugal ressalta que os acadêmicos têm dificuldade de explicar o grande crescimento da religião ao redor do mundo, em que pesem todas as previsões contrárias. E o cristianismo está nessa equação.
    De fato, o estudo Economia das Religiões, divulgado no ano passado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em dados do IBGE entre 2000 e 2003, mostra o crescimentos dos evangélicos, tanto tradicionais quanto pentecostais. E aponta a queda – não vertiginosa como acontecia nos anos 90, é verdade – do número de católicos e também dos “sem religião”. Em 2000, o percentual de brasileiros que declaravam não professar qualquer crença era de 9,02%. Três anos depois, esse número caiu para pouco mais de cinco por cento. O professor observa que, entre os que dizem não pertencer a uma religião, há os ateus modernos, que militam contra a fé, e os agnósticos, que simplesmente não encontraram resposta na religião. E há também aqueles que têm algum tipo de religiosidade ou de espiritualidade, mas não se identificam com nenhuma das religiões institucionalizadas. “O que é muito curioso”, avalia o professor. “São ‘sem religião’, mas no sentido institucional da palavra. Eles não são mediados por nenhuma instituição ou participam de grupos muito pouco institucionalizados. O que é uma tendência, até”, diz Portugal.
    “As ciências sociais têm explicações e discussões muito antigas, datando do século 18, que vaticinaram o fim da religião como elemento constitutivo da sociedade”, diz, por sua vez, Alexandre Brasil Fonseca, doutor em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele lembra que esse entendimento veio relacionado ao estabelecimento dos regimes republicanos no Ocidente e aos processos de secularização e advento do Estado laico. Fonseca sublinha, porém, que hoje os teóricos encontram um quadro diferente: a religião ganha força em todo o mundo. “O ponto em que há mais problemas na teoria sociológica contemporânea é entender o inverso”, sustenta. “Compreender processos como a forte presença do pentecostalismo na América Latina, a ampliação do islamismo na Europa, a forte presença de evangélicos conservadores – tanto nas classes baixas quanto altas nos Estados Unidos –, o crescimento das religiões de matriz africana na Argentina e no Uruguai ou o aumento de jovens que optam por ser padres na esteira da renovação carismática católica”, enumera.
    O sociólogo ressalta que a sociedade brasileira é “eivada de um forte apelo religioso”, o que até dificulta a definição do que configuraria o grupo dos que declaram não pertencer a religião alguma. “Parece impensável, para o brasileiro, levar uma vida que não tenha um componente místico ou transcendental em seu cotidiano”, diz ele. “Definir-se como ‘sem religião’ é dizer que não se segue uma ‘religião-de-igreja’, nos termos de [Peter Ludwig] Berger”, explica Fonseca, referindo-se ao sociólogo e teólogo austríaco que analisou os fenômenos da secularização e da dessecularização, assim como o da individualização da experiência religiosa. “No caso brasileiro, pelo número baixo de ateus e pela pouca expressão de grupos militantes e organizados neste campo, parece que temos aí uma massa de pessoas que optou por moldar uma religiosidade particular”, explica. Essa postura seria, continua o pesquisador, fruto da reunião de diferentes credos e experiências. “Por outro lado, reforça a idéia de que os ‘sem religião’ se cansaram da religiosidade tradicional e buscam respostas não coletivas, mas individuais”, ressalva.
    Deus impessoal
    Para ele, ainda há muito o que estudar quando se fala desse grupo de pessoas. O estudo Economia das Religiões, da FGV, mostrou que a faixa da população brasileira mais avessa à religião é justamente a mais pobre, da classe E, que ganha até dois salários mínimos. “Entender porque pessoas com nível superior, com alto ingresso de recursos, do sexo masculino e brancas não possuem uma religião é algo de explicação praticamente automática”, diz. “O interesse sociológico reside no outro extremo, o de, por exemplo, mulheres negras que residem em favelas, vivem com salário mínimo ou menos do que isso e provavelmente dependem de programas sociais para complementar sua renda. Por que neste grupo existe um percentual tão alto de pessoas que afirmam não ter religião?”, indaga Fonseca, sublinhando que a sociologia brasileira tem começado a se debruçar sobre o tema, analisando os dados nos últimos cinco anos.
    O fato é que, enquanto atrai uns, a religião pode provocar calafrios em outros. O advogado baiano Felipe Lordelo, de 24 anos, é tão incomodado com o tema que no ano passado criou um site, o www.semreligiao.com.br. Segundo ele, tudo começou por causa de uma ex-namorada evangélica. “Ela vivia um certo radicalismo que começou a provocar em mim questionamentos a respeito da interferência religiosa na vida das pessoas”, conta ele, que chegou a debater o assunto em um programa de TV, acompanhado do roqueiro Lobão. Lordelo afirma ter a colaboração, no site, de ateus, agnósticos, deístas e até católicos. “Nosso grupo tem uma vertente deísta, ou seja, aqueles que acreditam em Deus, mas entendem ser desnecessária a intermediação da religião para compreendermos a vontade dele”, aponta. “Poderíamos assim definir ‘sem religião’ como um gênero e suas espécies como variações relacionadas às crenças”, explica.
    O próprio Lordelo se declara um deísta, e à sua maneira define Deus como sendo o próprio Design Inteligente, sem poder de influenciar ou decidir o destino dos homens. Lordelo acredita que há um crescimento deste segmento entre os que saem das fileiras evangélicas. “O que acontece é que muitas pessoas dizem ser de uma religião por imposição social ou por terem sido apenas batizadas nela”, assegura, classificando as instituições religiosas como meros suportes psicológicos, prejudiciais até às famílias. Apreciador de debates, o jovem diz que muitos cristãos participam do site com argumentos e críticas. “Alguns, porém, são mais agressivos”, reclama. Perguntado se ele mesmo não estaria estabelecendo um sistema de crenças que poderia ser taxado por alguém como uma nova religião, Lordelo responde enfático. “Com certeza que não!”
    “Encontrei novo sentido”
    Pedro Ivo de Souza Batista, 47 anos, voltou a ter fé há pouco tempo. Foi uma longa trajetória, que envolveu também suas escolhas políticas e intelectuais. “Deus usou a ciência. Na brecha que a gente dá, ele vem”, conta. Cearense, criado no catolicismo, no início da década de 80, sob influência da teologia da libertação, ele participou de movimentos políticos de contestação. Aos poucos, foi se bandeando até tornar-se um ateu convicto, aos 22 anos. “Não tinha sentido imaginar que Deus existia e que Jesus era seu Filho”, confessa.
    Com anos e anos de um ateísmo já arraigado, algo começou a deixar o militante de esquerda inquieto. Primeiramente atraído pela causa da ecologia, passou a ver um sentido novo para as coisas. “Comecei a discutir o universo, a criação, a formação da Terra, os elementos que compõem a vida. O processo evolutivo é tão sutil, tão delicado, que passei a pensar na existência de algo transcendental, acima da gente – algum arquiteto disso tudo”, lembra Pedro Ivo, que coordenou a Agenda 21 Brasil, no Ministério do Meio Ambiente, e é assessor parlamentar da senadora Marina Silva (PT-AC), ex-titular da Pasta. “Passei a ler sobre os cientistas e descobri que muitos viam na ciência um caminho para Deus.”
    Pois o caminho de Pedro Ivo não parou por aí. Ele parecia tomar um rumo mais esotérico, com interesse no budismo. A militância política, porém, o chamava para algo que unisse a idéia de transcendência com uma espiritualidade mais concreta. Incentivado pelos cristãos do gabinete de Marina Silva, ele resolveu ler a Bíblia e a aprender sobre Jesus Cristo. “Vi a forma como ele se relacionava com as pessoas, a natureza, a transcendência, todo o exemplo dele me tocou muito. A beleza do universo só seria possível com alguém muito amoroso e compassivo com todos. Cheguei à conclusão de que Jesus estava nesse processo todo”, afirma. “Voltei a Deus de uma forma muito racional. Não houve nada fantástico, não fui curado de nada. Mas na busca da esperança, encontrei esse amor incondicional”.
    Pela formação de esquerda – o que é “contraditório, mas não excludente”, diz –, Pedro Ivo ficou mais próximo ao protestantismo. Interessou-se pela Reforma de Lutero e pela forma democrática de ser dos evangélicos. “Há muito preconceito contra os crentes, muitas tentativas de colocá-los num padrão”, diz Pedro Ivo, que hoje congrega na Igreja Anglicana, em Brasília; “Meus amigos todos, comunistas, revolucionários, socialistas, não compreenderam minha nova posição. Acharam que eu estava perdendo o rumo, que abdicaria de minhas opções políticas e sociais, com as características do que sou”, revela. “Depois que a gente encontra fé, as coisas vão se revelando. Coisas muito bonitas, o Reino de Deus, a possibilidade de uma vida nova, a importância da oração”, conta. “Estou muito feliz, mais humano, mais filho de Deus”, resume, convicto.
    Fé sob ataque
    Propaganda ateísta assume ares de batalha cultural
    Não são poucos os que esperam que o cristianismo saia de cena de vez. Qualquer discurso que, entre suas argumentações, tangencie uma justificativa cristã, é repelido com veemência em artigos e editoriais na grande mídia. Quando o então Procurador-Geral da República Cláudio Fonteles, católico praticante, provocou, há dois anos, o Supremo Tribunal Federal a se manifestar sobre a legalidade ou não do uso de células-tronco embrionárias para pesquisa científica – tendo como argumento o direito à vida dos embriões congelados –, os principais articulistas do país o criticaram asperamente pela ousadia de tirar sua religião do foro íntimo para o debate no espaço público, no âmbito do Estado. Praticamente uma heresia.
    Ao que parece, os evangélicos, em especial, estão fadados a ficar confinados em uma espécie de córner de extrema direita, acuados e taxados de intolerantes e responsabilizados por guerras e preconceitos. A grande mídia norte-americana não teve pudor em bater duro no então recém-eleito presidente Barack Obama pelo simples fato de ele ter convidado o pastor Rick Warren – tido como conservador, ou, pecado maior, “fundamentalista” – para ser um dos religiosos a fazer a oração da posse, em janeiro. A crítica se baseava no fato de Warren simplesmente continuar pregando a salvação em Jesus e não concordar com casamento entre homossexuais.
    O clima nas universidades, na mídia e na política é de uma autêntica batalha cultural. “Minha experiência mostra que as universidades ocidentais não se preocupam com conhecimento e aprendizado, mas com ideologia”, disse no ano passado o teológo Rikk Watts, no seminário Cristianismo: Benção ou maldição?, promovido em Brasília (DF) pelo Centro Cristão de Estudos. “Se vamos salvar essas universidades, nós, cristãos, teremos que aprender a falar a verdade e conhecer a nossa história”, observou Watts, que é professor do seminário do Regent College, no Canadá, além de PhD em teologia em Cambridge e especialista em filosofia, história da arte e sociologia. “O problema é que a maior parte dos cristãos não sabe explicar diferentemente do que pregam pessoas como o cientista britânico Richard Dawkins, para quem todos os males do mundo vêm do cristianismo”, declarou. “Mas eu cheguei à conclusão, e não sou só eu, que não há nada que tenha feito tão bem ao mundo quanto o cristianismo”, ousa dizer o teólogo, que deve voltar ao Brasil em agosto, para novas conferências.

    Recuo paradoxal
    Na Inglaterra, a batalha em torno da fé chegou ao complicado trânsito londrino. Propaganda ateísta toma algumas dezenas daqueles tradicionais ônibus vermelhos, de dois andares, com a frase “Provavelmente não há Deus; agora pare de se preocupar e curta a vida”. O que pouco se noticiou é que o grupo que paga a propaganda, ligado a Dawkins, um pregador do ateísmo, resolveu agir para responder à criativa forma de evangelização encontrada pelo grupo interdenominacional Lamb of God (Cordeiro de Deus). Os crentes seguem colocando versículos bíblicos na lateral de vários ônibus londrinos. “Quando vier o Filho do homem, encontrará, porventura, fé na Terra?”, pergunta um dos anúncios, com o texto do Evangelho de Lucas (18.8).
    Em recente palestra proferida na milenar catedral de Saint Paul, em Londres, o arcebispo da Igreja Anglicana, Rowan Williams, defendeu a relevância cultural da fé cristã numa Europa pluralista e multiétnica. Ele refutava a tese de que o cristianismo não cabe em ambiente democrático. Para chegar lá, o arcebispo precisou refrescar a memória com 20 séculos de história, argumentando que a religião se disseminou como força civilizatória e democratizante. Do outro lado do Atlântico, debates intensos cercam o uso de símbolos cristãos em prédios públicos norte-americanos, tidos como desrespeitosos aos que não professam a fé cristã – ainda que nada menos três em cada quatro cidadãos do país se declarem adeptos da crença, entre protestantes, católicos e evangélicos.
    A posição de recuo do cristianismo, continuamente sob ataque, guarda pelo menos um paradoxo. Tida como página virada, a fé cristã ainda é professada pela maioria da população ocidental. Apesar de sofrer grandes revezes e estar sendo banido do espaço público – sendo desconsiderado como voz legítima no meio acadêmico, na mídia e na política –, a verdade é que as pesquisas sobre religião demonstram o enorme poder de influência do cristianismo. Na secularizada Europa, o número de pessoas que buscam a religião tem aumentado. Em 2005, pesquisa do Eurobarometter Poll mostrou, para surpresa de muitos, que 52% dos europeus afirmaram crer em um Deus pessoal, à maneira cristã, e outros 27% disseram acreditar que uma força espiritual e sobrenatural governa o universo.
    Estado laico
    No Brasil, o tom anti-religioso da mídia e dos meios acadêmicos também não deixa dúvidas de que o cristianismo, por aqui, já não parece ter a mesma força política e cultural. A ONG Brasil para Todos, que combate manifestações religiosas no âmbito do Estado, pediu ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que se pronunciasse sobre o uso de crucifixos em tribunais de todo o país. O grupo, que agrega de ateus e agnósticos a adeptos de várias religiões minoritárias (inclusive protestantes), defende o caráter laico do Estado brasileiro, consagrado pela Constituição – a mesma cujo preâmbulo evoca o nome de Deus. Eles dizem não haver espaço nos tribunais para o uso de crucifixos ou qualquer menção à fé cristã, atualmente confessada por quase 90% da população do país.
    O CNJ, surpreendentemente, preferiu não mexer no vespeiro e manteve a tradição do uso desses símbolos nos espaços judiciários. O jurista Ives Gandra Martins tem ressaltado, em resposta a quem combate a influência cristã – especialmente católica – no âmbito da Justiça, que o laicismo não deve ser confundido com ateísmo oficial. “Estado laico, que reconhece o fator religioso como componente constitutivo das sociedades humanas, não se confunde com Estado ateu, que rejeita toda manifestação religiosa”, afirma.

    Fonte: Cristianismo Hoje




    Via: www.guiame.com.br

    OVELHAS NO LUGAR DE PASTORES




    Cada vez mais cedo crianças viram pastores e preocupam psicólogos
    De terno, gravata e olhar sério. É assim que Matheus Moraes, 13 anos, divide as atividades escolares, brincadeiras, aulas de música e partidas de futebol com algo que considera muito mais importante. Ele é um dos precoces pastores mirins que estão tomando os púlpitos de igrejas evangélicas, crianças que se destacam pela desenvoltura da fala, surpreendem com a capacidade de raciocínio rápido e boa memória, e se tornam quase que imediatamente responsáveis pela conversão de centenas de fiéis.

    Como Matheus, a estudante Ana Carolina Dias, hoje com 17 anos, foi uma das primeiras crianças a se tornar pregadora no Brasil. Iniciou sua carreira aos quatro. Aos sete, um vídeo em que aparece pregando foi publicado no Youtube, virou funk e bateu recorde de audiência. A postagem original foi vista quase 2 milhões de vezes. A “Menina Pastora”, como ficou conhecida, permanece na igreja até hoje. Além de pregar quase diariamente para centenas de fiéis, participa de congressos e eventos em todo o País. Paralelamente, estuda Física na Universidade Rural do Rio de Janeiro.

    Os dois, filhos de pais evangélicos, são considerados pedras preciosas para as igrejas. Colocados à frente das pregações, sensibilizam centenas de fiéis e mantêm uma agenda lotada. Matheus, por exemplo, já gravou 30 DVDs com louvores e cantos, à venda em seu site. Acumula as funções de pastor, cantor e estudante. Viagens são rotina em sua vida. 

    Da mesma forma, Ana Carolina conheceu a Europa para pregar e atualmente coordena a vida particular com inúmeras funções na igreja. Mas o que desperta orgulho na família e faz sucesso nos púlpitos das igrejas também causa apreensões, especialmente de psicólogos. Afinal, a responsabilidade de mobilizar multidões frequentemente pode pesar, embora na maioria das vezes o talento destas crianças seja encarado meramente como uma vocação, e não obrigação. 

    Filho de peixe

    Francinete Moraes fez cirurgia para não engravidar após dar à luz seu terceiro filho. Mesmo assim, depois de 13 anos, teve Matheus. Ainda bebê, o menino ficou em coma em função de problemas respiratórios e, durante o período, a família se debruçou em súplicas e orações. Para eles, sua sobrevivência foi um milagre e seu pai, Juanez Moraes, frequentador da Assembleia de Deus, virou pastor. Três anos depois, era Matheus que, ainda sem saber falar todas as palavras, pregou na igreja pela primeira vez. “Lembro perfeitamente: foi na cidade de Estrela Dalva, no interior de Minas Gerais, eu nem sabia falar direito”, conta o menino. Aos seis anos, já era reconhecido como um pequeno missionário.

    A história de Carolina é semelhante. Quando tinha apenas três anos, teve uma inflamação que afetou seu intestino e garganta. Ficou internada durante dez dias e, segundo o pai, o pastor Ezequiel Dias, foi desenganada pelos médicos. “Ela faleceu em meus braços, até que orei a Deus e a Carolina voltou à vida. E voltou servindo a esse Deus”, diz ele, que fala pela filha e cuida de todos os seus interesses. “Mesmo falando errado, pois era criança, pregava a Palavra”. Desde então, Carolina nunca mais deixou de pregar. Ezequiel garante não ter havido pressão familiar e afirma que a menina jamais teve problemas para conciliar suas funções na igreja com os estudos.
    Matheus também afirma que nunca foi pressionado para seguir a vida religiosa. “Nunca deixei e nem deixo de fazer nada por conta do Evangelho. Eu tenho uma vida normal, como toda criança: jogo bola, vou à escola [ele está no sexto ano do Ensino Fundamental, na escola particular Santa Mônica, no Rio de Janeiro], convivo com amigos”, ressalta o garoto. “Faço tudo o que as demais crianças fazem, mas com responsabilidade, pois tenho um compromisso com Deus”.

    O fato de pregar hoje para multidões não parece incomodá-lo: “Eu sabia qual era a minha missão. Deus tinha uma promessa para mim. Tive certeza da minha vocação aos cinco anos, quando estava louvando em uma igreja do Méier e Deus falava comigo sobre a cura”. Matheus admite suas atividades religiosas são motivo de preconceito: “Hoje, 70% dos meninos querem ser jogadores de futebol e sinto que sou discriminado por pregar a Palavra, pelo fato de correr atrás da Bíblia. Eles não gostam, encarnam em mim. Não sou um garoto admirado”.

    Ana Carolina e Matheus entendem que foram escolhidos. Para eles, a função exercida é, sobretudo, uma vocação. Mas nem todos concordam. Pastora há cinco anos de uma das igrejas da Assembleia de Deus, a teóloga Maria Vita Umbelino diz ver “quase diariamente” crianças sendo levadas pelos pais até a igreja para se transformarem em pequenos pastores. “No meu Ministério eu não tenho criança pregando, sou contra”, diz ela. “Esse período é de aproveitar as brincadeiras típicas da idade e esperar pelo amadurecimento”. Segundo Maria Vita, a escola bíblica oferecida pela igreja já é “mais do que suficiente para o primeiro contato dos jovens”.

    A pastora acredita que a iniciação precoce na pregação resulta no desinteresse futuro de seguir o caminho da fé. A psicóloga especializada em terapia familiar Aldvan Figueiredo concorda, explicando que o contato das crianças com a espiritualidade é comum e geralmente despertado entre os cinco e sete anos de idade. “Os pais não precisam se preocupar, desde que o interesse ocorra naturalmente”, explica. “Após esse período, as crianças tendem a se desligar desses assuntos”. O perigo, segundo ela, está em obrigá-la a ingressar em rotinas religiosas cedo demais. “A atitude pode causar danos emocionais e afastar de vez essas crianças da religião, tornando-se um trauma na vida adulta”. 

    Rita Kather é professora de psicologia da PUC-Campinas e tem uma opinião mais radical. Ela acredita que o reforço precoce de uma escolha, seja ela religiosa ou artística, dificulta o desenvolvimento e o interesse da criança por outras áreas. “Uma vez que essa criança começa a desempenhar bem o papel, raramente sua vida tomará outro rumo”, diz. “As crianças não devem ser incentivadas a tomar decisões logo nos primeiros anos de vida”. 

    Rita ainda considera perigosa a exposição das crianças. “Nesta idade, nem as habilidades ainda foram totalmente desenvolvidas”, pondera. “A religiosidade é importante, mas esse contato da criança com o mundo religioso precisa ser suave. É nobre cultivar a religião para um mundo de paz, mas isso deve ser natural”. Para a professora, raramente a criança irá expressar nitidamente sua insatisfação em cumprir um papel que agrada aos pais. 
    Ezequiel insiste que a vida da filha sempre foi saudável. “Ela teve uma infância tranquila, brincou, viajou o mundo. Conheceu lugares como a Europa, esquiou, fez coisas que eu não teria condições financeiras de bancar. E tudo isso por meio da pregação da Palavra”, compara. Hoje, Ana Carolina é líder da Mocidade, o grupo dedicado a jovens dentro de sua igreja, e auxilia o pai nos cultos. “É uma sensação indescritível ser pai de uma missionária. Creio que milagres não se explicam, não se justificam, e a minha filha é um milagre de Deus”, diz ele.

    Data: 5/10/2011
    Fonte: Ig

    quarta-feira, 4 de abril de 2012

    Jesus, a Videira Verdadeira





      Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim. 
    João 15.4
      Este é o sétimo e último “Eu sou” de Jesus, todos no Evangelho Segundo João: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (Jo 15.1). O pano de fundo desse “Eu sou” é muito importante. Jesus está se despedindo de seus discípulos, na reunião realizada no Cénaculo, à véspera de sua agonia no Getsêmani e de sua morte no Lugar da Caveira. Ele quer transmitir tranquilidade e segurança para eles, apesar de sua ausência física. A comunhão com ele pode e deve continuar pela permanência nele. A partir dessa permanência, dessa comunhão, dessa junção, desse ligamento com Jesus, a Videira Verdadeira, os discípulos certamente produziriam frutos. Ainda mais tendo Jesus feito menção da boa vontade e participação do Pai, que ele chamou de agricultor (ou vinicultor, vinhateiro, lavrador, jardineiro). Com a seiva fluindo da Videira Verdadeira e sob os cuidados do Agricultor, os ramos poderiam produzir cada vez mais frutos. Porém, Jesus deixou suficientemente claro que esse resultado só aconteceria com os ramos presos à Videira. Nesse mesmo discurso, o Senhor diz: “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5).
    O segredo da abundância de frutos não está em mim, mas na Videira a que estou ligado. 

    Data: 3/2/2012 
    Fonte: Creio

    DÁ MAIS UM TEMPO


    LIDERANÇA

    Deus resolveu nos dar um tempo. Vamos nos entregar desejosos e receber o cuidado
    Por: Rodolfo G. Montosa

    "... deixe a figueira ficar mais este ano. Eu vou afofar a terra, cavar em volta dela e pôr bastante esterco". (v.8 - Tradução Eugene Peterson) 
    Lucas 13.6-9

    Todo aquele que se aproxima de uma figueira espera encontrar nela figo. O fruto não só alimenta aquele que se aproxima, mas também reproduz sua espécie. Daí ser natural à figueira produzir figos. De igual modo, todo aquele que se aproxima de alguém que se declara cristão espera encontrar nele o fruto do Espírito cujas propriedades são "alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio" (Gálatas 5.22-23).

    Acontece que nem sempre a figueira produz figo, assim como nem sempre o cristão produz o fruto do Espírito. Pessoas chegam até nós e podem encontrar tristeza amarga, ansiedade profunda, impaciência irritante, fel maligno, maldade incontida, agressividade hostil, desequilíbrio generalizado no corpo e na alma.

    Ao invés de uma solução por amputação (corte a árvore), quando matar parece ser solução para um mundo melhor, o agricultor da figueira faz a opção por pedir um tempo, mais um ano. O jardineiro de nossas vidas sabe o que é necessário fazer quando estamos infrutíferos.
    As 3 atitudes do jardineiro
    Em primeiro lugar, é necessário afofar a terra. As experiências adversas da vida podem produzir um terreno batido, cansado, traumatizado, pisoteado, endurecido em nossos corações. Terra assim torna-se impermeável, incapaz de receber a água da chuva e se revitalizar. É necessário revolver a terra, relembrar nossa vida, recontar nossas experiências em outro ângulo, em uma nova perspectiva de análise, pensar diferente a respeito de nós mesmos e de nossas vivências e relacionamentos. Por isso o salmista clamou a Deus que ensinasse a contar seus dias, narrar sua história, para que alcançasse coração sábio e equilibrado (Salmo 90.12).
    Também é necessário cavar ao redor. Para uma restauração de nossa fertilidade é necessário ir ao ponto, ser mais incisivo, específico, cortante, penetrante. Precisamos discernir e afastar nossos fracassos, falências, desgostos, frustrações. É necessário identificar para combater as marcas que sugaram os ingredientes e nos deixaram amargos, indiferentes, desapaixonados. Uma terra revolvida e cavada ao redor de nossas raízes está apta a receber água pura que vem das chuvas dos céus. O jardineiro que cuida de nossos corações sabe como fazer isso de maneira respeitosa, amigável, desafiadora. Ele não machuca arrancando pedaços, mas cava cuidadosamente ao redor.
    Por último é necessário colocar esterco. O esterco parece não servir para nada, além de não ter cheiro agradável. Contudo, ele serve para corrigir, compensar, complementar, fertilizar, recondicionar, nutrir.Igualmente pode parecer inútil e difícil de enfrentar a necessária liberação de perdão,  ou o desafiador pedido de perdão. Importante será reatar, reconciliar, ter ajuda de outras pessoas, submeter-se, humilhar-se, tolerar, silenciar, aquietar-se.
    A expressão grega usada "aphes" traduzida por deixe (a figueira) é a mesma usada por Cristo na cruz quando disse: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem" (Lucas 23.34), como que dizendo calma, dê um tempo, espere, atenue, perdoe. Definitivamente Deus decidiu dar esse tempo para nós (2 Pedro 3.9). Estamos vivendo esse momento especial para que o jardineiro de nossos corações complete a boa obra de começou (Filipenses 1.6). Vamos nos entregar desejosos de receber esse cuidado, enquanto clamamos: dá mais um tempo, por favor!

    Data: 19/3/2012 09:32:45

    terça-feira, 3 de abril de 2012

    AS CINCO FASES DO CASAMENTO


    As fases não são rígidas e nem tem tempo definido

    "Primeira: Fase do encantamento, quando está enamorado do outro.
    Ocorre quando o casal se sente plenamente realizado e absolutamente preenchido pelo outro. Nesta fase o amor é cego. Há uma nutrição constante do vínculo. A sensação é de completude e totalidade. Nesta fase, nenhum dos dois enxergam o "Real", mas sim aquilo que foi idealizado,sonhado,desenhado no tempo de namoro e noivado.Ela o vê como o "príncipe azul",ele a vê como uma "princesa encantadora". Costumo dizer que nesta fase, até o ronco dele soa como sinfonia;ela,mesmo despenteada quando acorda é linda e maravilhosa.É um tempo em que tudo é motivo para poesia. Quanto tempo dura esta fase?Não sabemos, só podemos afirmar que ele passa.

    Segunda: Fase do desencantamento, desidealização.
    É a fase da confrontação das expectativas irreais do casamento, quando começamos a ver as diferenças entre as imagens que construímos do outro e os seus lados sombrios no cotidiano. Na fase da conquista, da sedução, agente só mostra o lado ensolarado de nossa personalidade.

    As sombras, as fraquezas, as feridas emocionais, os medos ficam escondidos. Mas sempre chega o momento em que as coisas que estavam debaixo do tapete aparecem com a luz do dia. É nesta fase que muitas pessoas se desesperam na tentativa de mudar o outro, afim de que ele corresponda à imagem idealizada. Você não aceita como ele é. Neste momento as pessoas são capazes de qualquer coisa: sufocam,oprimem,chantageiam,ameaçam,castigam-se mutuamente. Quanto o casal é maduro e está aberto para aprender, logo percebe que o casamento é a união de dois seres humanos limitados e imperfeitos que podem crescer e se desenvolver com esta experiência conjugal.Isso faz toda diferença.

    Terceira: Fase do "crescei e multiplicai-vos", quando a mulher se dedica aos filhos pequenos o homem está afirmando profissionalmente,consolidando sua carreira 
    É a fase onde há o perigo de perder o parceiro de vista dentro do casamento. O homem mergulha no trabalho e a mulher é engolida pelo cuidado com a casa e as crianças e, muitas vezes, também com sua própria definição profissional. Essa tensão drena todas as energias do casal. É uma época onde os dois engavetam frustrações, magoas e raivas do passado. Se o casal nets faze,não buscar em Deus a saída,com certeza o fim será o aprofundamento de emoções negativas que já estavam emergindo no fim da fase do encantamento.

    Sendo assim, o relacionamento pode estagnar encalhar e virar uma prisão insuportável. Os momentos de desencantamento são muito dolorosos porque envolvem doses inevitáveis de frigidez emocional. Essa é a hora de buscar ajuda externa 

    Quarta: Fase do questionamento e redefinições.

    É a fase onde os parceiros questionam o vínculo, fazem um balanço da ligação. Aqui está a grande oportunidade de o casal se libertar dos ressentimentos e frustrações em relação ao cônjuge. Para alcançar essas mudanças implica enfrentar um processo trabalhoso que pode, em compensação, dar lugar a vitoria de Deus na relação, ternura, cuidado com o outro e à identificação. Quando não há esforço e interesse em mudar a situação, o resultado final é o divorcio emocional ou a convivência amarga em um casamento morto.

    Quinta: Fase de reintegração quando os filhos já estão adultos e o casal pode descobrir e se apaixonar.

    Quando os dois, marido e mulher, conscientes do que significa "Casamento", conseguem superar as fases difíceis e seguir juntos,pode-se chegar a um momento de integração.Podemos dizer que os dois atingiram o equilíbrio entre a individualidade e intimidade.Não existe mais disputa sobre o quanto é meu,quanto é seu quanto é nosso,o que há é companheirismo,compromisso de amizade e comunhão.

    É claro que as fases não são rígidas, com tempos definidos e seqüência predeterminada, com uma, necessariamente seguindo a outra.

    Mas são momentos que todos os relacionamentos atravessam, com maior ou menor intensidade. Eu chamaria essa fase de estações, primavera, verão, outono e inverno.



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    Data: 19/3/2012 10:34:19
    Fonte: Amo Família

    Virgindade subversiva


    Tá, eu admito. Eu tenho 22 anos e ainda sou virgem. Não por falta de oportunidade, minha vaidade se apressa para acrescentar. Se eu tivesse me sentido muito sobrecarregada por minha inocência antiquada, eu poderia ter encontrado alguém para resolver o problema. Mas nunca o fiz.
    Nossa cultura me diz que alguma força opressiva deveria ser a causa da minha virgindade tardia – talvez um excessivo temor de homens, de Deus ou de ser pega no flagra. Talvez seja isso mesmo, já que eu posso apontar um número de influências que me levaram a permanecer virgem. Minha mãe me ensinou que auto-respeito exige autocontrole, e o meu pai me ensinou a exigir o mesmo dos homens. Eu sou bastante caipira para suspeitar que contraceptivos talvez não bastem para prevenir uma gravidez indesejada ou uma DST, e eu acho que aborto é matar um bebê. Eu realmente acredito na doutrina cristã da lei e da promessa, que significa que os dez mandamentos ainda estão entranhados na minha consciência. E ainda sou ingênua o suficiente para acreditar em um permanente, exclusivo e divinamente ordenado amor entre um homem e uma mulher, um amor tão valoroso que me motiva a manter as minhas pernas firmemente cruzadas nas mais tentadoras situações.
    Definindo a sexualidade


    Apesar de tudo isso, eu ainda acho que tenho um quê de feminista, já que a virgindade tem o resultado de criar respeito e de defender o valor da mulher assim disposta. Mas descobri que o reinado do feminismo de hoje vê pouco uso nisso. Houve um tempo quando eu era boba o bastante para procurar na literatura entre as publicações para mulheres que poderiam oferecer suporte nessa minha decisão pessoal. (Tudo é uma questão de escolha, afinal de contas, não é?) A escassez de informação sobre virgindade pode levar alguém a acreditar que o assunto é um tabu. Entretanto, eu fui bastante feliz ao descobrir um pequeno artigo sobre o assunto que referenciava o volume do feminismo, Our Bodies, Ourselves (Nossos Corpos, Nós mesmos – tradução livre).
    A edição mais recente do livro tem uma atitude mais  positiva que a edição anterior, onde reconhece a virgindade como uma legítima escolha e não somente um subproduto da cultura patriarcal. Apesar disso, em menos de uma página, presume-se a cobrir o conjunto da emoção e experiência envolvida na virgindade, a qual parece consistir simplesmente na noção de que a mulher deveria esperar até ela estar realmente pronta para expressar sua sexualidade. E isso seria tudo a se dizer sobre o assunto. Aparentemente, a expressão sexual toma lugar somente dentro e depois do ato da relação sexual. Qualquer coisa mais sutil – como o amor delicado pela cozinha, a tendência a chorar assistindo filmes, o instinto maternal irreprimível, ou até um beijo apaixonado de boa-noite – é julgado como uma demonstração inadequada de identidade sexual. A mensagem velada de Nossos Corpos, Nós Mesmos é clara o suficiente: enquanto uma mulher for virgem, ela permanece completamente assexuada.
    Surpreendemente, esta atitude tem se infiltrado no pensamento de várias mulheres da minha idade.  Mulheres que deveriam ainda ser novas o bastante na rede de mentiras chamada de idade adulta para terem um pouco mais de noção. Uma das memórias mais vívidas da faculdade é uma conversa com uma grande amiga sobre minha (para ela) bizarra aberração da virgindade. Ela e outra garota estavam divagando sobre os terríveis detalhes de suas vidas sexuais. Finalmente, depois de algum tempo, minha amiga de repente exclamou para mim: “Como você consegue isso?”
    Um pouco surpresa, eu disse, “Consegue o que?”
    “Você sabe”, ela respondeu um pouco relutante, talvez em usar a grande e temerosa palavra-com-V. “Você ainda não… dormiu com ninguém. Como você consegue isso? Você não quer?”
    Essa pergunta me intrigou, porque estava totalmente distante da resposta. Claro que eu quero – que pergunta estranha! – mas simplesmente querer não é lá um bom guia para a conduta moral. Garanti à minha amiga em questão que minha libido estava funcionando normalmente, mas então eu tinha que apresentar uma boa razão por que eu estava prestando atenção às minhas inibições todos estes anos. Propus as razões comuns – saúde emocional e física, princípios religiosos, “me guardar” até o casamento – mas nada a convencia até que eu disse “Acho que não sei o quê estou perdendo”. Ela ficou satisfeita com aquilo e terminou a conversa.
    Por um lado, claro, eu não sei o que estou perdendo. E é muito comum entre aqueles que sabem o que estão perdendo percorrer grandes distâncias para garantir que não perderão por muito tempo. Por outro lado, entretanto, eu poderia listar um monte de coisas que eu sei que estou perdendo: dor, traição, ansiedade, auto-engano, medo, desconfiança, raiva, confusão e o horror de ter sido usada. E estes são apenas aspectos emocionais; há ainda doenças, gravidez indesejada e aborto. Como se para provar meu caso do outro lado, minha amiga passou por uma traição traumática dentro de um mês ou dois depois da nossa conversa. Acontece que o homem envolvido tinha prazer em dormir com ela, mas se recusou a ter um “relacionamento real” – uma triste realidade que ela descobriu somente depois de algum tempo.
    Poder da escolha


    De acordo com a sabedoria feminista, sexualidade é para ser entendia através dos conceitos de poder e escolha. Não é uma questão de algo tão banal biológico quanto a produção de crianças, ou até mesmo a noção mais elevada de criação de intimidade e confiança. Às vezes até parece que o sexo nem deveria ser divertido. O objetivo da sexualidade feminina é afirmar o poder sobre os homens infelizes, para controle, vingança, prazer próprio ou forçar um compromisso. Uma mulher que se recusa a expressar-se na atividade sexual, assim, cai vítima de uma sociedade dominada pelos homens, que pretende impedir as mulheres de se tornarem poderosas. Por outro lado, diz-se, uma mulher que se torna sexualmente ativa descobre seu poder sobre os homens e o exercita, supostamente para sua valorização pessoal.
    Esta é uma mentira absurda. Este tipo de guerra dos sexos da sexualidade resulta somente em uma vitória pírrica – vitória obtida a alto preço com prejuízos irreparáveis. Os homens não são aqueles que ficam grávidos. E quem já ouviu falar sobre um homem comprar uma revista para aprender os segredos para fisgar uma esposa? Sacrifício e renuncia do poder são naturais para as mulheres – pergunte a qualquer mãe – e elas também são o segredo do apelo feminino. A pretensão que agressão e verdade absoluta são as únicas opções para o sucesso do sexo feminino tem aberto portas aos homens predadores. O desequilíbrio do poder se torna maior que nunca em uma cultura de fácil acesso.
    Contra este sistema de exploração mútua está a alternativa mais atraente da virgindade. Ela foge do ciclo cruel de ganhar e perder, porque se recusa a jogar o jogo. A promiscuidade de ambos os sexos vai tentar ferir, um ao outro, disfarçando infidelidade e egoísmo como liberdade e independência, e culpando o resultado sempre no outro. Mas ninguém pode reivindicar o controle sobre o virgem. Virgindade não é uma questão de afirmar o poder para manipular. É uma recusa em explorar ou ser explorado. Isso é o real e responsável poder.
    Mas há mais do que mera fuga. Há um apelo inegável em virgindade, algo que escapa ao rótulo de desprezo feministas ressentidas de “puritana”. A mulher virgem é um objeto de desejo inatingível, e é precisamente sua inatingibilidade que aumenta o desejo. O feminismo tem dito uma mentira em defesa de sua própria promiscuidade, que não há poder sexual na virgindade. Pelo contrário, a sexualidade virgem tem um poder extraordinário e incomum. Não há como duvidar dos motivos de uma virgem: sua força vem de uma fonte além de seus caprichos transitórios. A sexualidade é dedicada à esperança, ao futuro, ao amor conjugal, às crianças e a Deus. Sua virgindade é, ao mesmo tempo, uma declaração de sua madura independência dos homens. Permite que uma mulher se torne uma pessoa completa em seu próprio direito, sem a necessidade de um homem para se revoltar contra ou a completar o que falta. É muito simples, na verdade: não importa o quão maravilhoso, charmoso, bonito, inteligente, atencioso, rico ou persuasivo ele é, ele simplesmente não pode tê-la. Uma virgem é perfeitamente inalcançável.
    Claro, houve algumas mulheres que tentaram reivindicar essa independência dos homens, voltando-se para si mesmas, optando pela sexualidade lésbica em seu lugar. Mas este é apenas mais uma, e talvez mais profunda, rejeição de sua feminilidade. Os sexos se definem em sua alteridade. Lesbianismo esmaga a concepção de alteridade afogar a feminilidade num mar de mesmice, e no processo perde qualquer noção do que faz o feminino, feminino. Virgindade defende de forma simples e honesta o que é valioso e exclusivo para mulheres.
    O corolário do poder é a escolha. Novamente, a feminista pressupõe que mulheres poderosas sexualmente serão capazes de escolher seus próprios destinos. E mais uma vez, isso é uma mentira. Ninguém pode se envolver em relações sexuais extraconjugais e controlá-las. Em nenhum lugar isso é mais aparente do que no pesadelo do colapso moral de nossa sociedade desde a revolução sexual. Algum tempo atrás eu vi na TV a introdução do inovador “preservativo feminino.” Uma porta-voz numa conferência de imprensa, comemorando o lançamento, declarou alegremente a nova liberdade que deu às mulheres. “Agora as mulheres têm mais poder de barganha”, disse ela. ”Se um homem diz que ele se recusa a usar preservativo, a mulher pode responder, tudo bem, eu uso!” Fiquei embasbacada por seu entusiasmo com a dinâmica da nova situação. Por que será que duas pessoas com tanta animosidade entre si consideram manter relações sexuais? Que bela opção de liberdade foi dada a eles!
    A terrível realidade, claro, é que não há nada de livre escolha quando as mulheres têm de convencer os homens a amá-las e precisam convencer-se que são mais do que apenas “bens usáveis”. Há tantas jovens que tenho encontrado, para quem a atividade sexual de livre escolha significa um breve momento de prazer – se tanto – seguido pelos efeitos colaterais não escolhidos de incerteza paralisante, raiva pelo envolvido e, finalmente, um profundo ódio a si mesmas que é impenetráveis pela análise feminista. A chamado liberdade sexual é, na verdade, apenas proclamar-se estar disponível gratuitamente e, assim, sem valor. ”Escolher” essa liberdade é equivalente a dizer que não se vale nada.
    Reconhecidamente, há algumas pessoas que dizem que sexo não é nada tão sério ou importante, mas somente mais uma atividade recreativa não tão diferente do ping-pong. Eu não acredito nisso por nem um segundo. Aprendi, de uma forma muito significativa, com outra mulher a força destrutiva do sexo fora do controle quando eu mesma estava sobre uma considerável pressão em atender as demandas sexuais de um homem. Eu discuti a perspectiva com esta amiga, e depois de algum tempo ela finalmente me disse, “Não faça isso. Até agora na sua vida, você fez as escolhas certas e eu fiz todas as escolhas erradas. Eu me importo o suficiente com você para não querer ver você acabar como eu.” Naturalmente, aquilo fez a minha cabeça. Sexo importa, importa muito; e eu posso somente esperar que aqueles que negam isso acordem para tal erro antes que se machuquem cada vez mais.
    As mentiras que o feminismo tem pregado são assustadoras e destrutivas às mulheres. Tem criado a ilusão de que não há espaço para a autodescoberta fora do comportamento sexual. Não apenas isso é uma mentira grotesca, mas também é bem chata. Fora a dispensa implícita de toda riqueza fora do domínio do sexo, esse falso conceito tem imposto duros limites ao alcance dos relacionamentos humanos. É dito para nós que amizades entre homem e mulher são apenas uma enrolação até que eles finalmente se envolvam. Enquanto o romance é natural e uma expressão de amor recomendável entre um homem e uma mulher, não é simplesmente a única opção. E na nesse clima sexualmente competitivo, mesmo o amor romântico mal merece esse título. Virgindade entre aqueles que buscam o amor marital ajudaria muito a melhorar o desempenho e solidificar o mesmo, criando uma atmosfera de honestidade e descoberta antes da igualmente necessária e desejada consumação. Onde o feminismo vê a liberdade dos homens em colocar partes de seus corpos à disposição, neste jogo bizarro de auto-engano, a virgindade reconhece igualmente o vulnerável, embora frequentemente negligenciado, estado dos corações dos homens, e busca um caminho para os amarem verdadeiramente.
    É estranho e incomodo para mim que o feminismo nunca tenha reconhecido o poderoso valor da virgindade. Eu tendo a pensar que muito da agenda feminista é mais investida em uma cultura de autonomia e darwinismo sexual do que em elevar genuinamente as mulheres. Claro, virgindade é uma batalha contra a tentação sexual, e a cultura popular sempre opta pelo caminho mais fácil ao invés das dificuldades que moldam o caráter. O resultado são mulheres superficiais moldadas por escolhas sem sentido, dignas de serem tratadas como estereótipos, ao invés de mulheres caráter louvável, dignas de serem tratadas com respeito.
    Preparar para amar


    Talvez a virgindade pareça um pouco fria e até arrogante e insensível. Porém, a virgindade quase nunca tem a exclusividade de assumir estes defeitos, se é que assume algum deles. Promiscuidade oferece um destino muito pior. Eu tenho uma grande amiga que, infelizmente, tem mais conhecimento do mundo que eu. Pelos padrões da libertinagem feminina, ela deveria se orgulhar de suas conquistas e estar pronta para mais, mas ela não está. O momento mais revelador sobre o que se passa em seu coração veio a mim uma vez enquanto estávamos ao telefone, especulando sobre o nosso futuro. Geralmente essas especulações são cheias de viagens exóticas, aventuras e pós-graduações. Naquela hora, entretanto, elas não eram. Ela confessou para mim que o que ela realmente queria era viver numa fazenda no interior de Connecticut, criando várias crianças e bordando toalhas de chá. É um adorável sonho, nada ambicioso, e doméstico. Mas os seus curtos e fracassados relacionamentos sexuais não a levaram de qualquer forma mais perto de seu sonho e deixaram pouca esperança de que ela sequer conseguirá alcançá-lo. Devo ser honesta aqui: a virgindade também não me levou a uma fazenda no interior de Connecticut. A inocência sexual não é garantia contra dor-de-cotovelo. Mas há uma diferença crucial: não perdi uma parte de mim para alguém que posteriormente tratou com desprezo, rejeitou e talvez nunca se importou com isso.
    Eu espero sinceramente que a virgindade não seja um projeto de vida para mim. Muito pelo contrário, meu compromisso subversivo com a virgindade serve como preparação para outro compromisso, de amar um homem completamente e exclusivamente.  Reconhecidamente, há uma pequena frustração em meu amor: eu ainda não conheci O homem (pelo menos, não que eu saiba). Mas a esperança, aquela que não desaponta, me sustém.
    Por Sarah Hinlicky
    Via Ipródigo




    Via: www.guiame.com.br

    segunda-feira, 2 de abril de 2012

    Deus tem alguém especial para você.

    Embora ele ou ela se pareça com um príncipe ou princesa, você deve ter o discernimento de saber direito, de que reino esta pessoa faz parte.

    Pr. Nélson R. Gouvêa.


    "Deus faz que o solitário viva em família, e liberta aqueles que estão presos em grilhões, mas os rebeldes habitam em terra seca". (Salmos: 68:6)

    Há um ditado popular principalmente no meio feminino no tocante a demora para se casar que diz que a pessoa que não consegue encontrar a sua metade "vai ficar para titia". Embora o número seja relativamente pequeno de solteirões ou solteironas, o certo é que vez ou outra encontramos alguns, com apelos emocionais e que chegam com pedidos na direção de que oremos para Deus mandar a pessoa certa para eles.

    Outros, encontramos desanimados e murmurando dizendo que nesta vida eles não tem vez ao que se refere a área sentimental. Slogans aparecem nestes momentos para tentar amenizar a solidão como: "Antes só do que mal acompanhado". Os impacientes passam a usar termos bíblicos como do tipo: "O que vem a mim de maneira nenhuma lançarei fora". A verdade é que ninguém foi feito para ficar sozinho, solitário. É claro que o caminho seguro é procurar ficar debaixo da Graça de Deus e entender através do Espírito Santo que: "Deus faz que o solitário viva em família". Com certeza o príncipe ou princesa vai chegar em sua vida. Mas enquanto ele ou ela não vem, é bom considerar algumas coisas pra que você não se decepcione depois.

    Aqui vão alguns conselhos práticos para que você possa entrar com alguma segurança em um relacionamento.

    1. Pesquise e conheça bem a pessoa que você está gostando, antes mesmo de se envolver apaixonadamente em um relacionamento.

    O que estamos querendo dizer que, embora ele ou ela se pareça com um príncipe ou princesa, você deve ter o discernimento de saber direito, de que reino esta pessoa faz parte, pois se não, o seu castelo de sonhos pode vir a ruir-se inesperadamente.

    A Bíblia nos diz em Pv. 15:14 o seguinte: "O coração entendido busca o conhecimento, mais a boca dos tolos se apresenta de estultícia". É bom saber a procedência da pessoa. O reino das trevas é bem diferente que o Reino da luz. Não vá à onda de palavras cheias de galanteios. As suas raízes desta pessoa devem ser pesquisadas do tipo:

    *Sua família, seus hábitos, seus gostos, suas atitudes para com você e principalmente com a família dele ou dela.

    Dê um (uma) de detetive para não cair no conto do vigário. Por trás de belas declarações de amor do tipo: "Você é a coisa mais importante que surgiu em minha vida" pode estar camuflado um(uma) cafajeste com esposa(o) e filhos. Imagine só um pouco a sua decepção depois de alguns anos de casado, você descobrir que seu esposo(a) tem uma outra família e filhos. Por isso o melhor remédio é a prevenção. Não se envolva sentimentalmente. Não entre numa relação sem primeiro conhecer quase que 100% do seu pretendente.

    2.Aprenda a gostar de você mesmo.

    A Bíblia nos fala em Ef. 5:28 o seguinte: "Ninguém odeia a sua própria carne, antes a alimenta e a sustenta". Antes de gostar dos outros, certifique-se se você gosta de você mesmo. Se você conhece os seus limites. Até que ponto você é vulnerável. Seus pontos francos e fortes. Sua personalidade, seu caráter. Se seu emocional é controlável. Analise o quanto você ama e obedece a Deus. Quem não se respeita a si próprio não pode responder com liberdade pelos seus atos e não está preparado(a) para um relacionamento. Quem não tem Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor é sumamente questionável.

    A maneira como nos vestimos, andamos, comemos, falamos, afinal nos apresentamos na sociedade com certeza marcará diferença num possível relacionamento. Em outras palavras:

    *Quanto as moças: Experimente vestir-se melhor, não confundido esta apresentação com motivos de sexualidade aflorada. Existem pessoas que pelo trajar são cobiçadas que nem prostituas. Este não é o caminho certo, porém apresentar-se sem nenhum atrativo, obviamente você estará afastando um possível pretendente.

    *Para os rapazes é importante entre outras coisas cuidar a aparência, da higiene pessoal e das colocações a nível de conversas. Nenhuma mulher gosta de um homem que ainda continua criança. Procure ser uma pessoa madura e responsável. Relacionamento é coisa séria.

    3.Cuidado com o julgo desigual.

    A Bíblia afirma: "Que comunhão tem a luz com as trevas?" Este negócio de arranjar desculpas de que é fora da Igreja é que se encontra bons partidos não funciona. Neste anos de ministério pastoral eu posso mostrar-lhe uma lista enorme de casamentos que não deram certo, justamente porque esta regrinha simples foi desrespeitada.

    Uma das qualidades indispensáveis no outro(a) é saber de verdade que ele(a) é um servo(a) de Deus. Se seu príncipe ou princesa está demorando, fique tranqüilo(a). Tenha paciência. Confie no Senhor. Ele tem o melhor para a sua vida. Saiba esperar. Nada de namorar um monte de parceiros, pra depois escolher o melhor. Lembre-se: namoro é compromisso para o casamento. O índice de divorcio está aumentando assustadoramente e um dos motivos seguramente é que durante o namoro experimenta-se vários parceiros e quando chega ao casamento a idéia é: "por que não experimentar também vários cônjuges"?

    4. Respeite a opinião e a direção de seus pais.

    A Bíblia diz: "Filhos obedecei aos seus pais no Senhor" Enquanto você estiver solteiro(a) mesmo que já seja maior de idade, seus pais devem ser ouvidos e respeitados. Um casamento feito em descordo com os seus pais será um problema, se não houver um milagre para o resto da vida. O diálogo e a identificação com seus pais com certeza trará segurança em sua decisão de parar ou continuar um relacionamento.

    Bom, existe outras dicas que vamos deixar para outra oportunidade.

    Pra você que é solteiro(a) e que está vendo a idade avançar e não está vendo nada acontecendo na área sentimental, fique firme. Confie no Senhor. Ele tem o melhor pra você. Não desanime, não abandone o Senhor Jesus. Ele é o único que pode dar estabilidade e fortalecimento nesta espera. Ninguém foi feito para viver na solidão fora da família e quando a Bíblia fala sobre o assunto o bom mesmo é acreditar.

    Que Deus abençoe a sua vida e os seus relacionamentos e que você possa ser muito feliz e um pessoa plenamente realizada sentimentalmente amando e servindo o Senhor Jesus Cristo.


    Fonte: www.melodia.com.br

    Amargura

    Amargura
    Manter-se amargurado poder trazer muitas complicações. A Bíblia diz em Hebreus 12:15 “Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.”


    Fonte: http://www.jesusvoltara.com.br/info/amargura.htm