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sábado, 20 de setembro de 2014

Como a bíblia foi formada?


Como a bíblia foi formada?
por Bruno Cesar Santos de Sousa
TEXTO BASE: Mateus 24:35: “Céu e terra passarão, mas as minhas palavras nunca”.
Deus falou e louvamos Seu Santo nome por isso! Por meio da Palavra de Deus todas as coisas foram feitas (Hb 11:3). Porque Deus falou é que conhecemos tudo o que sabemos a respeito dele. Ele também falou com o homem, e, como resultado desse diálogo temos a Bíblia Sagrada, uma biblioteca formada por 66 livros. Como os livros da bíblia foram escritos? Em quais materiais e línguas? Quem os escreveu? Quem decidiu quais livros deveriam compor a bíblia? Quem deu a última palavra? Porque esses 66 livros entraram na bíblia, por assim dizer, enquanto outros não entraram? Quais os critérios estabelecidos para que os livros fizessem parte da seleção de livros bíblicos?
Nessa lição nos deteremos nas indagações acima no intuito de responder à pergunta que está no título da lição “como a bíblia foi formada”?
I – A PALAVRA DE DEUS ESCRITA
As primeiras palavras que sabemos que Deus disse foram: “Haja luz” (Gn 1:3). Deus, que é luz, criou já na primeira vez em que sabemos que ele falou. Deus não diz nada em vão, Ele não fala como um tagarela ou alguém que vive contando estórias.
Deus costumava falar com o homem na viração do dia (Gn 3:8), todavia, por causa do pecado, a memória humana não guardaria toda a informação que procedia do SENHOR. Então Deus escolheu homens para que escrevessem as suas palavras e que isso ficasse registrado para as gerações futuras (2 Pe 1:20-21). Deus quis que suas palavras ficassem registradas por pelo menos dois propósitos:
1) Para evitar o ocultismo – as palavras que Deus disse não são para ser examinadas apenas por alguns, antes, todos podem verificar se, de fato, Deus disse aquilo.
2) Para a instrução das gerações seguintes – em Israel os pais deveriam ensinar os filhos (Dt 6:6-9) e uma geração deveria contar as maravilhas de Deus à outra geração (Sl 22:30; 78:4, 6; 89:4; 102:18; 135:13; 145:4). Na Igreja Deus colocou pastores/mestres (Ef 4:11) para a edificação do corpo. Esses são os motivos principais pelos quais a Palavra de Deus foi registrada, mas a bíblia, uma vez escrita tem uma quádrupla função, segundo ela mesma testemunha em 2 Timóteo 3:16: “ensinar, repreender, corrigir e instruir em justiça”.
Muitos cristãos não sabem fazer uso deste livro santo que é “inspirado por Deus e útil” (2 Tm 3:16). De acordo com William e Howard Hendricks há algumas perguntas que podem nos ajudar na aplicação dos textos bíblicos à nossa vida. Cada vez que lemos uma passagem bíblica, em oração, podemos nos perguntar:
a)    Há um exemplo a ser seguido?
b)    Há um pecado a se evitar?
c)    Há uma promessa a se apossar?
d)    Há uma oração a se repetir?
e)    Há um mandamento a se obedecer?
f)     Há uma condição a se atender?
g)    Há um versículo a memorizar?
h)   Há um erro a se notar?
i)     Há um desafio a se enfrentar?[1]
II – O ANTIGO TESTAMENTO
O Dr. Donald D. Turner explica com perspicácia sobre o processo de escrita no Antigo Testamento, como segue: “Deus revelou por meio de uma voz direta aos homens. Assim falou Ele aos patriarcas, a Moisés, aos juízes de Israel, e a reis e profetas (Gn 3:8-12; 18:20-33; Êx 3:14; Nm 12:7-8; Js 1:1-9; 1 Rs 16:34; Is 1:2; Ez 1:3; Hc 2:2; 2 Sm 23:1-2, etc.). Às  vezes essa voz de Deus era audível como em 1 Samuel 3:1-21; outras vezes era acompanhada por uma epifania ou aparição em forma visível do Senhor, como em Gênesis 18 ou Juízes 6 (mas noutras ocasiões Deus também falou por intermédio de um mensageiro celestial que não era o Senhor, como em Daniel 9:21-22, de forma que nem sempre as epifanias eram aparições divinas, mas também podiam ser um anjo); contudo, na maioria das vezes, os profetas que ouviram a voz de Deus e escreveram a mensagem, fizeram-no sem declarar se isso lhes foi transmitido por visão, por voz audível, ou por terem escrito sem perceber o método pelo qual o Espírito Santo inspirava as Escrituras”[2].
Deus foi falando, se comunicando com os homens por meio de suas mensagens ao povo e estas foram sendo escritas sob a condição de não serem acrescentadas nada que Deus não tivesse dito e sob a permissão de serem incluídas as Palavras que fossem realmente de origem divina e serviriam de instrução para o povo, posteriormente. Vemos isso, por exemplo, em Deuteronômio 12:32. Quando Josué recebeu mensagens de ânimo divino (Js 1:1-9), ele sabia que nada podia ser acrescentado à Lei do SENHOR, no entanto, ele também sabia que a revelação divina ainda não estava completa, e, que aquelas palavras que Deus certamente lhe falara deveriam fazer parte do livro de Deus ao seu povo. Turner diz: “O próprio Deus não sofre alteração quanto ao Seu caráter, poder e atributos (Tg 1:17), mas o progresso do plano de Deus para a redenção da humanidade, e nossa condição de obedientes ou desobedientes, faz com que Ele mude Sua maneira de tratar conosco (Mc 12:1-2)”[3].
O Antigo Testamento tem o “selo de qualidade divina”, sobretudo, pela expressão “Assim diz o SENHOR”, presente nas páginas dos 39 livros por centenas de vezes. Desta forma temos absoluta certeza que Deus falou àquelas pessoas e continua a falar conosco. Quando a Epístola aos Hebreus cita o Antigo Testamento ela o faz, mencionando que o Espírito Santo “diz”, com o verbo no tempo presente (Hb 3:7). Ou seja, Deus continua falando por meio de sua Palavra no Antigo Testamento.
Os materiais utilizados para a escrita do Antigo Testamento, foram desde Pedras (Êx 31:18; 34:1, 4; Dt 4:13; 9:11; 10:3), a couro de animais preparados especialmente para esse fim. As regras fixadas para a cópia desses manuscritos eram bem rígidas, vejamos algumas delas:
1) O pergaminho tinha de ser feito da pele de animais cerimonialmente limpos, e as peles, costuradas umas à outras, com cordões tirados de animais limpos, era um trabalho que devia ser feito por um judeu.
2) Cada coluna tinha de ter não mais de sessenta linhas e não menos de quarenta e oito.
3) A tinta, feita segundo fórmula especial, era negra.
4) O escriba tinha que copiar de um manuscrito autêntico e nunca deveria escrever qualquer palavra de memória.
5) Com reverência, tinha que limpar sua pena antes de escrever a palavra “Deus”, e era absolutamente necessário banhar todo o corpo antes de escrever a palavra “Jeová” (Yavé – YHWH).
6) Havia regras escritas a respeito da forma das letras, dos espaços entre as letras, palavras e divisões, a cor do pergaminho, o uso da pena, etc.
7) O rolo tinha que ser revisado dentro dos trinta dias seguintes depois de terminado, ou ficaria sem valor. Um erro condenava a folha; três erros encontrados numa folha só condenava todo o manuscrito; por três palavras escritas fora da linha, o todo era rejeitado.
8) Cada palavra e cada letra eram contadas, e se uma letra faltava ou sobrava, ou se uma letra tocava em outra, tudo era condenado e queimado em seguida. E havia ainda muitas outras regras[4].
O Antigo Testamento foi, quase todo, escrito em hebraico. As exceções são Daniel 2:4-7:28; Esdras 4:8-6:18; 7:12-26; e Jeremias 10:11, que foram escritas em Aramaico[5], e, com uma simples leitura das passagens fica claro o porque disso.
III – O NOVO TESTAMENTO
O texto do Novo Testamento foi produzido num período de tempo bem menor que o do A.T., enquanto aquele levou cerca de 1500 anos sendo escrito, desde Gênesis a Malaquias, o N.T. levou menos de 100 anos desde Tiago a Apocalipse, cronologicamente. O processo que envolveu a escrita do N.T. também foi muito mais simples, no que diz respeito às cópias produzidas. Enquanto havia uma série de regras para a cópia de um livro do A.T. o N.T. foi copiado por muitos cristãos e a maioria deles não era copistas profissionais, de acordo com a necessidade de uma cópia. Lembremos que a impressa só foi inventada no século XV e nos primeiros séculos uma cópia custava muito caro.
Os apóstolos e pessoas ligadas aos apóstolos escreveram o N.T. e endereçaram cada livro ou carta a uma comunidade específica, podendo até mesmo pedir que seus escritos fossem algo circular entre as igrejas (Cl 4:16; Ap 2:1; 2:8; 2:12; 2:18; 3:1; 3:7; 3:14). Logo surgiram milhares de cópias do texto do Novo Testamento, a maioria com apenas algumas passagens do mesmo, outras com apenas os 4 evangelhos, algumas com as cartas paulinas, cartas joaninas apenas, e etc. De modo que hoje em dia já foram encontrados mais de 24.000 manuscritos do Novo Testamento, incluindo as línguas grega, armênia, latina, georgiana, gótica e árabe[6], sendo mais de 5.700 só em grego. Aliás o grego coinê, isto é, comum, o grego falado pelo povo, foi a língua que Deus quis que o N.T. fosse escrito originalmente. Diante disso podemos até nos perguntar: “se Deus quis que sua Palavra ficasse registrada para nós na língua que as pessoas comuns falavam, por que há tanta gente querendo falar da bíblia de uma maneira tão complicada hoje?”. Ao todo o N.T. foi citado, nos primeiros séculos, mais de 1 milhão de vezes[7]. Sua confiabilidade é mais que autêntica.
IV – O CÂNON BÍBLICO
Quem, enfim, determinou quais livros passariam a fazer parte da bíblia? Foi Deus. E Ele o fez por meio da aceitação dos livros por ele inspirados na Igreja. O uso dos livros bíblicos no mundo todo (catolicidade), a autoridade de um apóstolo a alguém ligado a eles (apostolicidade), e a sã doutrina ali presente, foram as características presentes nos livros inspirados por Deus. A Igreja não determinou, por assim dizer, quais livros fariam parte da bíblia, antes, a Igreja reconheceu e recebeu os livros de Deus. Não foi nenhum concílio ou mesmo o imperador Constantino, como dizem céticos ignorantes, quem empurrou goela abaixo os livros nos cristãos.
Usamos a palavra “cânon” para se referir à “coleção de livros que formam a bíblia”. Originalmente a palavra cânon significava uma regra ou vara de medir, e figurativamente fala dos livros bíblicos, que estão de acordo com as regras de Deus para serem recebidos pelo povo de Deus como Sua santa Palavra. O cânon do Antigo Testamento repousa, sobretudo no selo “Assim diz o SENHOR” já o cânon do N.T. foi estabelecido após um herege chamado Marcião ter elaborado o seu próprio cânon com apenas 11 livros, sendo 10 das cartas de Paulo e o Evangelho de Lucas, ainda assim muito editado. As listas de livros Canônicos foram muitas até que no ano 367 d. C. o bispo Atanásio escreveu a primeira relação de livros canônicos que temos notícia, com os 27 livros do N.T. e na ordem que conhecemos. Isso só mostrava que a Igreja de Deus já havia adotado, há muito tempo, os livros que conhecemos hoje como Novo Testamento.
CONCLUSÃO: A Bíblia é a Palavra de Deus inspirada pelo Espírito Santo e usada por Jesus Cristo para a transformação do homem que crê. Não há motivos racionais para que duvidemos da veracidade da Bíblia. Deus é quem vela para cumprir Sua Palavra.
REFLEXÃO:
1) COMO VOCÊ TEM FEITO PARA APLICAR A BÍBLIA À SUA VIDA?
2) RELATE PARA O GRUPO DE ESTUDO COMO O ANTIGO TESTAMENTO FOI FORMADO.
3) DE QUE MANEIRA VOCÊ PODE CONTINUAR ESTUDANDO ESTE ASSUNTO?
REFERÊNCIAS
BÍBLIA. Bíblia Sagrada Almeida Século 21. Traduzida em Português por João Ferreira de Almeida. 2 ed. Revisada e atualizada com o novo acordo ortográfico. São Paulo: Vida Nova, 2010.
BRUCE, F. F. O Cânon das escrituras. São Paulo: Hagnos, 2011.
______. Merece confiança o novo testamento? 3 ed. São Paulo: Vida Nova, 2012.
COSTA, Hermisten Maia Pereira da. A Inspiração e inerrância das escrituras: uma perspectiva reformada. São Paulo: Cultura Cristã, 1998.
GEISLER, Norman. E NIX, William. Introdução bíblica: como a bíblia chegou até nós. São Paulo: vida, 2006.
GRUDEM, Wayne, COLLINS, C. John, Et alli. Origem, confiabilidade e significado da bíblia. São Paulo: Vida Nova, 2013.
HENDRICKS, Howard e HENDRICKS, William. Vivendo na Palavra. São Paulo: Batista Regular, 2010.
Manual do seminário de ciências bíblicas. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2008.
TURNER, Donald D. Introdução ao velho testamento. São Paulo: Batista Regular, 2004.
[1] HENDRICKS, Howard e HENDRICKS, William. Vivendo na Palavra. 2 ed.São Paulo: Batista Regular, 2010. pp. 275-278.
[2] TURNER, Donald D. Introdução ao Velho Testamento. São Paulo: Batista Regular, 2004. p. 9.
[3] TURNER, Donald D. Introdução ao Velho Testamento. São Paulo: Batista Regular, 2004. p. 17.
[4] TURNER, Donald D. Introdução ao Velho Testamento. São Paulo: Batista Regular, 2004. pp. 32-33.
[5] TURNER, Donald D. Introdução ao Velho Testamento. São Paulo: Batista Regular, 2004. p. 33.
[6] WALLACE, Daniel B. In: Origem, Confiabilidade e Significado da Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 2013. p. 113.
[7] WALLACE, Daniel B. In: Origem, Confiabilidade e Significado da Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 2013. p. 113.
Bruno Cesar
por Bruno Cesar Santos de Sousa
Mestre em Teologia do Novo Testamento, coordenador de educação do Seminário da Missão Juvep e é professor na mesma instituição. 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

DESCRIÇÕES BÍBLICAS



Arqueológos confirmam detalhes descritos sobre Templo de Salomão

    A descoberta é composta de três caixas esculpidas em pedra, com cerca de 20 centímetros de altura, usadas para armazenar objetos do culto.
    “Seu design meticuloso correspondem às descrições bíblicas do palácio e do Templo de Salomão”, disse Garfinkel, que passou cinco anos escavando Khirbet Qeiyafa, também conhecida como a “Fortaleza de Elá”, uma cidade cercada por muralhas e localizada estrategicamente entre Jerusalém e as cidades habitadas pelos filisteus.
   O Antigo Testamento narra com grande detalhe os reinados de Davi e Salomão, durante o século 10 aC, mas até hoje há pouquíssimas evidências que confirmem sua magnitude ou até mesmo a sua existência. Em Jerusalém há abundância de vestígios do período do Segundo Templo (século 6 aC), mas as referências ao primeiro Templo ainda são objeto de debate acadêmico e político.
    Um deles é um muro de 70 metros, com uma alta torre de vigia que foi desenterrada perto das muralhas da cidade antiga de Jerusalém, dois anos atrás. Ela foi identificada como um possível trabalho do rei Salomão. Estruturas fortificadas do mesmo tamanho foram encontrados em Khirbet Qeiyafa, cuja construção data entre os séculos 10 e 11 aC.
   Entre os achados de agora estão peças de cerâmica, ferramentas feitas de pedra e metal, obras de arte, e três salas que serviriam de santuários. Os itens encontrados, diz Garfinkel, revelam que as pessoas que viviam ali eram monoteístas e não tinham um ícone. Ou seja, não adoravam imagens de escultura de seres humanos ou animais. Os israelitas da Bíblia eram assim, muito diferentes dos povos vizinhos.
    “Ao longo dos anos, milhares de ossos de animais foram encontrados, incluindo ovelhas, cabras e gado, mas nunca de porcos. Agora descobrimos três salas de culto, com vários apetrechos, mas nenhuma imagem de culto humana ou animal foi encontrada”, disse Garfinkel.
   “Isto comprovaria que a população local obedecia duas proibições bíblicas – carne de porco e imagens esculpidas. E também que seu culto diferia dos cananeus ou dos filisteus”.
    Pequenos “santuários portáteis” ou “miniaturas” foram descobertos no local. Eles possuem marcas que os arqueólogos acreditam serem capazes de esclarecer o significado de algumas palavras bíblicas que perderam o seu verdadeiro significado ao longo do tempo.
   Na descrição do palácio de Salomão, em 1 Reis 7:1-6, por exemplo, a palavra “Slaot” foi traduzida como “pilares”, mas agora eles dizem que seria melhor ser entendido como “triglifos”, que seriam as vigas do telhado, também comuns nos templos gregos. O termo “Sequfim”, que já havia sido traduzida como “três ordens de janelas”, agora está sendo entendida como “três portas de entrada rebaixadas”.
    Foram encontradas casas na cidade cuja altura é exatamente duas vezes sua largura, como são muitos edifícios de Jerusalém. Esse seria o teste de conexão entre a capital e o que se acredita que foi a cidade bíblica de Saaraim, habitada nos tempos de Davi e Salomão e mencionada nos livros de 1 Samuel e 1 Crônicas.
  “Saaraim, aqui no Vale de Elá, significa “duas portas”. É uma cidade única do período do Primeiro Templo, pois possuía duas portas de entrada, todas as outras tinham apenas uma”, disse.
    Para os pesquisadores, essas últimas descobertas reforçam a corrente de estudo que vê na Bíblia um relato confiável dos acontecimentos históricos. “A precisão das descrições não nos deixa outra opção, mas quem ainda não acredita me explique como tal similaridade é possível”, finaliza Garfinkel.
    Hershel Shanks, editor da revista Biblical Archaeology Review, disse ao Christian Post que as descobertas são “extremamente interessantes” e que nem 20% do local foi escavado ainda, então o mais é provável que podem haver algumas surpresas pela frente”.
Data: 10/5/2012 09:16:43
Fonte: Christian Post

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

VOCÊ JÁ LEU TODA A BÍBLIA?


‘Vamos Ler a Bíblia’ prêmia quem lê e guarda a Palavra de Deus
Por: Redação Creio - Mayra Bondança

     Segundo estatísticas da SBB, no Brasil, pelo menos, 51% dos pastores nunca leu a Bíblia inteira. Um número, um tanto quanto, preocupante. A dificuldade em ler a Palavra de Deus é uma realidade e atinge grande parte da população cristã. Para tentar mudar esse quadro, o concurso ‘Vamos Ler a Bíblia’ expõe um cronograma para leitura em 300 dias, aplica provas e, ainda, dá prêmios.

     Em sua terceira edição, o concurso tem o objetivo fixo: incentivar as pessoas a lerem a Bíblia inteira. O pastor Amós de Oliveira, cabeça do projeto, acredita que a falta de leitura da Palavra tem gerado muitas heresias no meio evangélico e ainda lembra, “Jesus nos advertiu: ‘Errais, não conhecendo as Escrituras’.

     A ideia é expor um plano de leitura, de quatro capítulos por dia. Ao final de cada mês, é realizada uma prova on line em que as pessoas devem responder perguntas sobre o que leram. Os três melhores colocados – aqueles que derem mais respostas corretas em menos tempo – são premiados com máquinas fotográficas, celulares e aparelhos mp3. No final do projeto, o participante que somar a maior quantidade de pontos em todas as provas, ganha uma viagem à Israel com todas as despesas pagas.

     É uma forma de incentivar as pessoas a lerem as Escrituras e guardarem o que leram. O concurso teve início no dia 1º de abril, segundo o pastor Amós, “para proclamar a verdade no dia em que alguns ainda dizem que é o dia da ‘mentira’. Não é, é dia de ler a verdade das escrituras”. Mas, o pastor ainda explica que não é necessário ingressar exatamente na data de início do concurso, por conta de ser cíclico, ou seja, começa novamente no dia 1º de abril de 2012.

     As duas primeiras edições, quase 10 mil pessoas participaram e foram muitos os testemunhos de sucesso na leitura bíblica. Além disso, o projeto já conta com participantes de Portugal, Argentina, Uruguai, Japão, Equador e EUA.

     Mais informações e o cadastro para o concurso no site: www.vamoslerabiblia.com.br .

Data: 12/5/2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

BÍBLIAS


Contagem regressiva para os 100 milhões de Bíblias

    A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) prepara-se para alcançar a impressão e encadernação da Bíblia de número 100 milhões. A expectativa é que este marco aconteça no próximo dia 26 de maio, acompanhado pela Diretoria e por alguns colaboradores da organização, em uma cerimônia interna, na Encadernadora da Bíblia. O expressivo número é contabilizado desde setembro de 1995, quando a Gráfica da Bíblia, instalada na Sede Nacional da SBB, em Barueri (SP), foi inaugurada. “Não podemos deixar de registrar esse momento histórico”, celebra o diretor executivo da SBB, Rudi Zimmer, destacando que nunca a Palavra de Deus esteve tão em evidência no País.
    A Bíblia símbolo dessa marca mundialmente inédita será justamente uma edição comemorativa, alusiva a essa conquista. A publicação é composta por duas traduções a Tradução Brasileira, uma tradução histórica, de 1917, a primeira a ser feita totalmente no Brasil, e a Nova Tradução na Linguagem de Hoje, tradução pioneira, lançada no ano 2000, responsável por trazer o conteúdo bíblico em uma linguagem mais simples e fácil de ser compreendida pela população brasileira
    Para comemorar o feito de 100 milhões de Bíblias produzidas, a SBB está programando um grande culto de ação de graças, a ser realizado em 10 de junho, no Ginásio Poliesportivo José Corrêa, no centro de Barueri, a partir das 18h30. Nesta data, também será festejado o 63º aniversário da entidade. Na programação da grande celebração estão previstos momentos emocionantes, entre os quais depoimentos de pessoas que tiveram suas vidas transformadas pela Palavra de Deus e o agradecimento a Deus de representantes de cerca de 100 países pelas edições das Escrituras impressas em mais de 2,5 mil idiomas.
   Todos os participantes, que se inscreverem antecipadamente através do site www.100milhõesdebiblias.org.br concorrerão ao sorteio de 50 exemplares de uma edição da Bíblia comemorativa e a 10 kits contendo uma seleção de obras bíblicas voltadas para o estudo.


Data: 18/5/2011 08:33:47

terça-feira, 19 de abril de 2011

Brasileiros escrevem o livro de Êxodo da Bíblia à mão em SP





  • Uma posição cristã sobre apostas e loterias


  • Após 30 dias, saiba como está o mandato do Pr. Dilmo dos Santos


  • Mais de 20 atrações vão se alternar no Louvorzão 2011


  • Ore pelo 11º país no ranking de perseguição: Paquistão


  • Dois cristãos paquistaneses são acusados de blasfêmia

  • Lançado pela Sociedade Bíblica do Brasil, o projeto Bíblia Manuscrita começou em Porto Feliz, nesta última quarta-feira, 14, contando com a presença do prefeito Cláudio Maffei e o vice, Júlio César Bronze, através do Conselho de Pastores e Obreiros de Porto Feliz (SP).
    O projeto, que é realizado em todos os Estados do país, realizado pela SBB, através de suas Igrejas e organizações cristãs, se trata de reescrever versículos da Bíblia Sagrada, que são copiados individualmente a mão, por autoridades eclesiásticas, políticas e pela população em geral.
    “A idéia é relembrar a atuação dos copistas, grupo de pessoas que, através dos séculos assegurou que as Escrituras Sagradas fossem preservadas e transmitidas por meio de cópias manuscritas.”
    O projeto está produzindo 29 exemplares das Sagradas Escrituras copiados pelos brasileiros.
    “É uma oportunidade única que cada Cristão tem de fazer parte da história que encantou a humanidade,” diz a SBB em seu site.
    Um outro motivo para o projeto é o de angariar fundos para ampliar a impressão de Bíblias em Braile, método de escrita e leitura tátil para deficientes visuais, segundo o assistente social da regional SBB/Recife. A Bíblia em braile tem 39 volumes que, dispostos um em cima do outro chegam a 1,7 metro de altura.
    "Só temos uma impressora, que fica na sede em Barueri, no estado de São Paulo. A demanda é grande e queremos comprar uma outra impressora," afirma Márcia, acrescentando que, atualmente, apenas 2.405 deficientes visuais recebem o Livro Sagrado, por meio da SBB.
    A impressão do exemplar custa cerca de R$ 2,5 mil, mas chega à casa das pessoas beneficiadas de forma gratuita.
    De acordo com o pastor Cícero José, um dos representantes da SBB no estado, cada scriptorium ficou responsável por um livro da Bíblia e cada pessoa pode escrever até dois versículos, no máximo. A sugestão é que os novos copistas doem ao menos R$ 1 por versículo para que possam ajudar na inclusão dos deficientes visuais.
    A estimativa do projeto é atingir cerca de 900 mil pessoas no país inteiro.
    Em Porto Feliz, o Conselho de Pastores é responsável por escrever o livro de êxodo, dos capítulos 35 a 40, totalizando 214 versículos. O prefeito escreveu o primeiro versículo.
    Os capítulos escritos em Porto Feliz serão reunidos aos demais capítulos bíblicos feitos no estado.
    Segundo pastor cada exemplar de uma Bíblia Manuscrita terá cinco a seis volumes e um deles ficará disponível para consulta na Bblioteca Pública estadual, próximo ao Parque 13 de Maio.
    "É uma experiência única. é tão emocionante que eu fiquei tremendo, gelada, com medo de errar qualquer palavra. é como se eu estivesse contando esta história maravilhosa também," diz a comerciante Adeilda Pereira de Lima Silva, 35 anos.


    Fonte: Christian Post


    Via: www.guiame.com.br

    domingo, 17 de abril de 2011

    Documentário conta história dos 400 anos da Bíblia King James


    Em comemoração aos 400 anos da Bíblia King James a Lionsgate se prepara para lançar um documentário que retrata a história de um dos livros mais venerados no mundo.

        O documentário “KJB: O Livro que Mudou o Mundo” retrata passeios de espectadores ao longo da história, explicando a origem, significado e impacto da tradução King James.
        O filme foi promovido pelo premiado ator John Rhys-Davies (O Senhor dos Anéis, Indiana Jones e A última Cruzada), ele conta como a tradução do King James nasceu, começando com a ascensão de Jaimes I ao trono Inglês, em 1603, em dramatizações curtas dos eventos em torno da criação da Bíblia.
        Em sua narrativa, Rhys-Davies conta que em 1603 com a ascensão do Rei James ao trono Inglês, em uma época onde o país estava “no centro de uma revolução teológica.”
        O rei convocou uma conferência com Puritanos Ingleses no Palácio da Corte de Hampton e mesmo sem ser o tema da reunião, um dos puritanos sugeriu uma nova tradução da Bíblia, já que o Rei não estava satisfeito com nenhuma das traduções na língua inglesa que existia.
       Enquanto King James continuava a procurar uma nova tradução houve conspirações contra ele e seu reino, incluindo a Conspiração da Pólvora, 1605 – inspiração para o filme popular “V para Vendetta.” Por esse motivo demorou sete anos para terminar a tradução. Foi publicado pela primeira vez em 05 de maio de 1611.
        Para comemorar esses 400 anos muitas Igrejas e organizações criaram vários projetos entre podemos citar uma versão atualizada da NIV que foi propositadamente publicada este ano para o aniversário.
        A Editora Thomas Nelson lançou um site que oferece uma grande variedade de conteúdo, incluindo vídeos, versículos bíblicos diários, podcasts e muito mais para a celebração dos  400 anos.
        Outra ação que merece destaque trata-se do apoio do príncipe Charles que ofereceu sua contribuição, como patrono da Bíblia King James, ao participar da leitura para o projeto da Bíblia YouTube de João 14.
    Fonte: Gospel Prime 

    quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

    BÍBLIA É O LIVRO PREFERIDO


    74% dos brasileiros não serão alcançados pela Bíblia impressa
    Por: Redação Creio
         Pesquisas apontam que 74% dos brasileiros entre 16 e 64 anos não serão alcançados pela Bíblia no formato impresso porque não sabem ler ou porque entendem muito pouco do que leem. Outro dado impressionante, divulgado em 2008 pelo Instituto Pró-Livro, revela que a Bíblia, embora seja o livro preferido dos leitores brasileiros, é lida com frequência por menos de 2,5% da população do país. A campanha É tempo de ouvir a Palavra de Deus, que pelo segundo ano consecutivo é tema das comemorações do Dia da Bíblia, pretende justamente alcançar uma parcela dessa população, tendo como base o versículo 17, do capítulo 10 do livro de Romanos – Portanto, a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem vem por meio da pregação a respeito de Cristo.

         Pelo segundo ano consecutivo a megacampanha da SBB, É tempo de ouvir a Palavra de Deus, será tema das comemorações do Dia da Bíblia. Lançada em maio, a iniciativa reforça a importância de se reservar um tempo diário de comunhão com a Palavra de Deus, por meio da audição da mensagem bíblica. “O Dia da Bíblia é uma excelente ocasião para destacar a importância de se ouvir, ler e praticar os ensinamentos sagrados”, observa Erní Seibert, secretário de Comunicação e Ação Social da SBB, enfatizando que o objetivo da SBB é, com o apoio das igrejas cristãs, fazer com que a Bíblia Sagrada tenha relevância na vida dos brasileiros.

         Celebrada no segundo domingo de dezembro e durante toda a semana que a precede, a data é uma ocasião especial para que a campanha ganhe ainda mais adeptos, em todo o país. De acordo com o balanço inicial, nos quatro primeiros meses foram formados mais de 1,3 mil grupos de audição do Novo Testamento. Para atender a essa demanda, foram distribuídos mais de 3,8 mil exemplares do Novo Testamento em MP3, nas traduções Almeida Revista e Atualizada (RA) e Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH).

         Com a meta ambiciosa de fazer com que 10 milhões de pessoas ouçam o Novo Testamento, a campanha depende da adesão de todos aqueles que acreditam no poder transformador do Livro Sagrado. “Ao ouvir a Palavra de Deus, as pessoas são despertadas para a leitura e entendem melhor o que está escrito na Bíblia. Depois de ouvir o texto bíblico, cada grupo discute sua mensagem. E muitos se sentem incentivados a continuar ouvindo no ambiente familiar e de trabalho”, relata Seibert.


     Publicação: Shizuo

    51% NUNCA LERAM A BÍBLIA TODA


    Segundo estudo, metade dos pastores nunca leram toda a Bíblia
    Por: Vinícius Cintra - Redação Creio
        Cerca de 50,68% dos pastores e líderes nunca leram a Bíblia Sagrada por inteira pelo menos uma vez. O resultado é fruto de uma pesquisa feita pelo atual editor e jornalista da Abba Press & Sociedade Bíblica Ibero-Americana Oswaldo Paião, com 1255 entrevistados de diversas denominações, sendo que 835 participaram de um painel de aprofundamento. O motivo é a falta de tempo, apontaram os entrevistados.

        Oswaldo conta que a pesquisa se deu através de uma amostragem confiável e que foi delimitada. Segundo ele a falta de tempo e ênfase na pregação expositiva são os principais impedimentos. "A falta de uma disciplina pessoal para determinar uma leitura sistemática, reflexiva e contínua das escrituras sagradas e pressão por parte do povo, que hoje em dia cobra por respostas rápidas, positivas e soluções instantâneas para problemas urgentes, sobretudo os ligados a finanças, saúde e vida sentimental”, enumera Oswaldo.

        A maioria dos pastores corre o dia todo para resolver os problemas práticos e urgentes dos membros de suas igrejas e os pessoais. Outros precisam complementar a renda familiar e acaba tendo outra atividade, fora a agenda lotada de compromisso. Os pastores da atualidade, em geral, segundo Paião,são mais temáticos, superficiais, carregam na retórica, usam (conscientemente ou não) elementos da neurolinguística, motivação coletiva, força do pensamento positivo e outras muletas didáticas e psicológicas. Oswaldo arrisca dizer que muitos ‘pastores precisam rever seus conceitos teológicos e eclesiológicos, sem falar de ética e moral, simplesmente ao ler com atenção e reflexão os livros de Romanos, Hebreus e Gálatas. E antes de ficarem tocando Shofar e criando misticismo, deveriam ler a Torá com toda a atenção, reverência e senso crítico’.


    Publicação: Shizuo