quarta-feira, 27 de julho de 2011

Com que o mundanismo se parece?





Cristãos de gerações anteriores eram bem mais preocupados com o mundanismo que tipicamente somos. Muitos evangélicos nem mesmo parecem estar cientes de que o mundanismo ainda é um pecado.
Parece ter acontecido uma mudança radical em menos de 30 anos. Tenho imagens vívidas dos dois semestres que passei em um purgatório fundamentalista em meados da década de 70. Mundanismo era um dos pecados mais mencionados pelos palestrantes da capela na faculdade batista em que eu estava matriculado.
Da maneira que eles descreviam, mundanismo era basicamente o pecado de ser muito legal. Uma conhecida minha – uma mulher de meia idade  fora de moda – certa vez me censurou como mundano por eu usar lentes de contato. Ela estava certa de que meus motivos para usá-las eram provocados somente por vaidade carnal. Ela insistiu que eu optasse por um óculos bifocal com lentes grossas. “Eu gosto do jeito que Deus te fez”, ela protestou.
“Ele não me fez de óculos”, lembrei.
“Você sabe o que eu quero dizer”, disse, balançando sua mão, como se fosse algo óbvio.
Claro. Faz todo sentido.
Nossos amigos amish vão mais alem. Sua estratégia para evitar o mundanismo envolve fugir de todas as conveniências modernas. O mesmo tipo de pensamento culmina em formas austeras de monasticismo, onde pobreza, celibato e solidão ascética são vistas como meios certos de evitar influências mundanas.
A verdade é que você pode viver uma vida totalmente reclusa ou ser tão fora de moda quanto “Oh! Susanna” e ainda ser mundano.
Isso não nega que o mundanismo surge como uma ameaça particular para aqueles que estão obcecados em estarem na moda. Não há dúvida de que a fixação em ser legal e estar na moda tornou mundano o próprio movimento evangélico.
Mundano simplesmente significa “pertencente a essa terra”. De um lado, Hebreus 9.1 fala de um “santuário terrestre” – isto é, um santuário terreno e material, contrastado com o “Verdadeiro tabernáculo” – o templo celestial, “que o Senhor erigiu, não o homem” (8.2). Então, alguma coisa pode ser “mundana” (como o Tabernáculo) sem ser pecaminosa.
Por outro lado, Tito 2.12 fala de “paixões mundanas”, significando paixões que são postas em coisas terrenas e temporais. Amor por coisas terrenas é inconsistente com o verdadeiro amor por Deus, porque as paixões que dirigem as filosofias e sistemas de valor deste mundo são todas caracterizadas por orgulho e luxúria pecaminosa (1 João 2.15-17).
O pecado do “mundanismo” é a tendência de colocar as afeições em coisas da Terra, ao invés de coisas celestiais (cf. Colossenses 3.2). “Amizade com o mundo é inimizade com Deus” (Tiago 4.4). É positivamente pecaminosos amar esse mundo presente e reter seus valores mais que amamos o céu e organizamos nossas vidas de acordo com valores celestiais (cf. Fp 1.23; Rm 8.5,6; Mt 6.19-21, 16.23).
Em outras palavras, mundanismo é um pecado do coração.
Assim, mundanismo não é necessariamente sobre filmes, estilos musicais, as últimas tendências ou outros tabus fundamentalistas típicos. Essas coisas certamente podem ser mundanas e obviamente têm uma tendência a provocar o mundanismo pecaminoso na medida em que elas naturalmente apelam a nossas paixões e nos tentam a nos tornar obcecados com coisas terrenas.
Mas há um tipo ainda pior de mundanismo que esse. Religião – mesmo a religião conservadora, doutrinariamente sã – pode ser mundana também.
Pense sobre isso: se uma pessoa importa-se menos com o céu e com os valores celestiais que com um “santuário mundano” – seja isso uma catedral ornamentada, uma megaigreja com um quiosque da Starbucks na recepção ou uma igreja mal instruída em que segurar cobras é o entretenimento – essa pessoa é mundana e vive em desobediência a Deus.
De fato, conheço alguns fundamentalistas extremos que são os piores tipos de mundanos, porque pensam que santidade consiste somente em coisas externas e culturais, e eles não têm cultivado um amor genuíno em seus corações por aquilo que é espiritual.
Portanto, não dá para descobrir se você é mundano simplesmente observando como está seu visual ou que tipo de estilo de vida você tem. Se você quer reconhecer o verdadeiro mundanismo, você tem de avaliar seus desejos e paixões. O que você realmente ama? Uma vez que o mundanismo é inerente ao velho homem, quando você examina seu coração honestamente, é virtualmente certo que você descobrirá um grau de mundanismo ali.
As instruções bíblicas para lidar com mundanismo  são surpreendentemente simples:
“Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade”. (Efésios 4.22-24)
Por Phil Johnson
 Via iPródigo




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Você realmente serve o verdadeiro Deus?





“E depressa se tem desviado do caminho que eu lhe tinha ordenado; eles fizeram para si um bezerro de fundição, e perante ele se inclinaram, e ofereceram-lhe sacrifícios, e disseram: Este é o teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito.” - Êxodo 32:8


Que grande mal é esse relatado em Êxodo, quando o povo em demonstração de extrema rebeldia, deixa os retos caminhos do Senhor para servir ao seu deus particular, um deus estranho e criado, hoje prefiro chamar esse mesmo ato de “buscar um deus alternativo”
A palavra alternativa nos dá opção de escolha, e como é de se imaginar sempre haverá uma escolha para o que irá trazer melhor satisfação, o que dará mais certo ou qual é a melhor opção.


O deus alternativo caminha no mesmo sentido, as pessoas buscam um deus segundo suas escolhas e desejos.
Se o inferno é duro demais, ou uma realidade terrível para um deus de amor, eles tiram o inferno de sua opção e ai temos um deus alternativo, amoroso, lindo, que nunca se ira e que está sempre de olhos tapados para qualquer tipo de desobediência dos seus queridos filinhos mimados.
Se uma noite de festa, bebedeiras e sensualidade é prazerosa e traz felicidade, logo há um deus alternativo que quer que os seus filhos sejam felizes, e que se divirtam e vivam os seus finitos dias na terra aproveitando o máximo possível, um deus que diz sempre a mesma frase “curta que a vida é curta”
Se eu decido amar alguém do mesmo sexo, ou quem sabe até, duas, ou três pessoas ao mesmo tempo, logo o deus alternativo entra com sua mão, legalizando esse pequeno deslize, tornando assim a vida menos preconceituosa quebrando princípios que muitas vezes aos olhos desse deus e do seu povo, são simplesmente culturais e preconceituosos.



O deus alternativo é o deus fabricado pelos corações daqueles que não querem nascer de novo, que não gostam de estar em condição inferior, daqueles que não gostam de dizer “ Me perdoe, pois sou pecador” , o deus alternativo é o deus mais simples de ser encontrado pois não tem leis, princípios e nem moral. É como um bezerro de ouro, feito a qualquer momento, por qualquer tipo de pessoa, onde quer que esteja, com qualquer tipo de material.
Mas o deus alternativo não tem poder para salvar, não fala, não ouve, não aconselha e nem vê. É um mero deus pagão, inexistente, invenção humana e quando se precisar dele, haverá apenas um silêncio....

“Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens.Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não vêem.Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta.” – Salmo 115

Somente o Deus da bíblia é Deus, somente ele tem poder para salvar, é eterno, não morre, não erra, não precisa de defensores, é justo, juiz de toda terra, ama seus filhos e os salva. Um Deus tremendo, que ordena e tudo acontece, esse sim é Deus e ninguém pode com sua potente mão!


De tão grande que é, acolhe todo aquele que crê e se achega reconhecendo seus erros, e assim então encontra paz, vida e salvação.

Texto de Italo Guimarães
Via Teorlogico




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terça-feira, 26 de julho de 2011

Um povo crente: Os "sem religião" que acreditam em Deus

Um povo crente: Os



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  • Para especialista, os evangélicos nunca serão maioria e os sem religião formarão um grande grupo com cerca de vinte e cinco por cento dos brasileiros.
    Quem tem passado os olhos sobre os jornais e revistas dos últimos meses não terá muitas dúvidas em afirmar: não há lugar para o cristianismo no chamado espaço público do Ocidente neste século 21. Esse espaço pertence a agnósticos, a ateus ou aos genericamente chamados de “sem religião” – gente que não se sente identificada por nenhum sistema de fé ou instituição religiosa e que, por isso, estaria mais apta a lidar adequadamente com o pluralismo da sociedade pós-moderna. Esse é o tom do mundo político, do meio acadêmico e da grande imprensa ocidentais. Num contexto como este, aumenta a preocupação com números. E pesquisas relacionadas à confissão religiosa são acompanhadas com interesse em todo planeta.
    Em abril deste ano, a revista Newsweek, nos Estados Unidos, colocou na capa matéria com o título “O declínio e a queda da América cristã”, que aposta no fim da hegemonia do cristianismo na cultura norte-americana, apressando esse diagnóstico por conta da retração, ao longo das últimas duas décadas, de 10% no número de pessoas que se auto-identificam como cristãs.


    Isso, a despeito de a religião agora vista pela publicação como decadente ainda contar com nada menos do que a adesão de 76% da população do país, de acordo com os dados divulgados pela pesquisa American Religious Identification Survey.
    Por aqui, em uma série de artigos publicados recentemente pela revista Ultimato, Paul Freston, doutor em sociologia pela Universidade de Campinas (Unicamp), debate o futuro da Igreja Evangélica no Brasil em termos de força numérica e também cultural. Ele lembra que o país atualmente pode ser considerado a “capital mundial do pentecostalismo”, mas que isso não garante que a voz dos evangélicos será a hegemônica. Freston afirma, em seus artigos, que para alguns estudiosos o crescimento pentecostal no Brasil vai dar lugar à secularização: a trajetória das pessoas iria então do catolicismo para o pentecostalismo e depois para o grupo dos “sem religião”. Ele vê um crescimento dos “sem religião” – designação que agrega agnósticos, ateus e místicos sem uma filiação religiosa definida – no mesmo ritmo dos pentecostais e justamente nas “mesmas periferias e fronteiras” das grandes cidades, entre jovens e não-brancos.
    Se as tendências atuais persistirem, continua Freston em sua série de três artigos, nunca haverá maioria evangélica no Brasil. Ele aposta, assim, que a decadência católica se estabilizaria, parando no patamar em torno de 40% da população. Os evangélicos chegariam a 35% e os “sem religião” formariam um terceiro grande grupo, com cerca de vinte e cinco por cento dos brasileiros. O sociólogo sublinha, no entanto, que há uma diferença importante entre os pentecostais e os chamados sem religião – estes são, sobretudo, homens, e os pentecostais, majoritariamente, do gênero feminino. “Talvez, então, ‘sem religião’ seja o substituto do pentecostalismo para rapazes subempregados e ainda sem responsabilidades familiares”, pondera o especialista. Algo temporário, portanto.
    À revista CRISTIANISMO HOJE, Freston afirmou ter baseado seu cálculo em relação ao futuro da religião no país, a partir do destino que tem sido traçado pelos brasileiros que abandonam o catolicismo: “Apenas um em cada dois ex-católicos vira evangélico”, declara. Para ele, não adianta tentar definir quem seriam os “sem religião”, e sim, entender a variedade que acaba caindo nessa categoria censitária. “Uns poucos cristãos, por alguma razão, talvez aceitem ser contados nesse grupo”, admite.
    “Componente místico” Já Agnaldo Cuoco Portugal, doutor em filosofia da religião e professor da Universidade de Brasília (UnB), lembra que os números dos últimos censos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam para uma situação totalmente oposta. “Os últimos dados, de 2005, comparados com os de 2000, mostram na verdade uma diminuição do número das pessoas que se declaram sem religião, ainda que dentro da margem de erro”, aponta. Portugal ressalta que os acadêmicos têm dificuldade de explicar o grande crescimento da religião ao redor do mundo, em que pesem todas as previsões contrárias. E o cristianismo está nessa equação.
    De fato, o estudo Economia das Religiões, divulgado no ano passado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em dados do IBGE entre 2000 e 2003, mostra o crescimentos dos evangélicos, tanto tradicionais quanto pentecostais. E aponta a queda – não vertiginosa como acontecia nos anos 90, é verdade – do número de católicos e também dos “sem religião”. Em 2000, o percentual de brasileiros que declaravam não professar qualquer crença era de 9,02%. Três anos depois, esse número caiu para pouco mais de cinco por cento. O professor observa que, entre os que dizem não pertencer a uma religião, há os ateus modernos, que militam contra a fé, e os agnósticos, que simplesmente não encontraram resposta na religião. E há também aqueles que têm algum tipo de religiosidade ou de espiritualidade, mas não se identificam com nenhuma das religiões institucionalizadas. “O que é muito curioso”, avalia o professor. “São ‘sem religião’, mas no sentido institucional da palavra. Eles não são mediados por nenhuma instituição ou participam de grupos muito pouco institucionalizados. O que é uma tendência, até”, diz Portugal.
    “As ciências sociais têm explicações e discussões muito antigas, datando do século 18, que vaticinaram o fim da religião como elemento constitutivo da sociedade”, diz, por sua vez, Alexandre Brasil Fonseca, doutor em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele lembra que esse entendimento veio relacionado ao estabelecimento dos regimes republicanos no Ocidente e aos processos de secularização e advento do Estado laico. Fonseca sublinha, porém, que hoje os teóricos encontram um quadro diferente: a religião ganha força em todo o mundo. “O ponto em que há mais problemas na teoria sociológica contemporânea é entender o inverso”, sustenta. “Compreender processos como a forte presença do pentecostalismo na América Latina, a ampliação do islamismo na Europa, a forte presença de evangélicos conservadores – tanto nas classes baixas quanto altas nos Estados Unidos –, o crescimento das religiões de matriz africana na Argentina e no Uruguai ou o aumento de jovens que optam por ser padres na esteira da renovação carismática católica”, enumera.
    O sociólogo ressalta que a sociedade brasileira é “eivada de um forte apelo religioso”, o que até dificulta a definição do que configuraria o grupo dos que declaram não pertencer a religião alguma. “Parece impensável, para o brasileiro, levar uma vida que não tenha um componente místico ou transcendental em seu cotidiano”, diz ele. “Definir-se como ‘sem religião’ é dizer que não se segue uma ‘religião-de-igreja’, nos termos de [Peter Ludwig] Berger”, explica Fonseca, referindo-se ao sociólogo e teólogo austríaco que analisou os fenômenos da secularização e da dessecularização, assim como o da individualização da experiência religiosa. “No caso brasileiro, pelo número baixo de ateus e pela pouca expressão de grupos militantes e organizados neste campo, parece que temos aí uma massa de pessoas que optou por moldar uma religiosidade particular”, explica. Essa postura seria, continua o pesquisador, fruto da reunião de diferentes credos e experiências. “Por outro lado, reforça a idéia de que os ‘sem religião’ se cansaram da religiosidade tradicional e buscam respostas não coletivas, mas individuais”, ressalva.
    Deus impessoal
    Para ele, ainda há muito o que estudar quando se fala desse grupo de pessoas. O estudo Economia das Religiões, da FGV, mostrou que a faixa da população brasileira mais avessa à religião é justamente a mais pobre, da classe E, que ganha até dois salários mínimos. “Entender porque pessoas com nível superior, com alto ingresso de recursos, do sexo masculino e brancas não possuem uma religião é algo de explicação praticamente automática”, diz. “O interesse sociológico reside no outro extremo, o de, por exemplo, mulheres negras que residem em favelas, vivem com salário mínimo ou menos do que isso e provavelmente dependem de programas sociais para complementar sua renda. Por que neste grupo existe um percentual tão alto de pessoas que afirmam não ter religião?”, indaga Fonseca, sublinhando que a sociologia brasileira tem começado a se debruçar sobre o tema, analisando os dados nos últimos cinco anos.
    O fato é que, enquanto atrai uns, a religião pode provocar calafrios em outros. O advogado baiano Felipe Lordelo, de 24 anos, é tão incomodado com o tema que no ano passado criou um site, o www.semreligiao.com.br. Segundo ele, tudo começou por causa de uma ex-namorada evangélica. “Ela vivia um certo radicalismo que começou a provocar em mim questionamentos a respeito da interferência religiosa na vida das pessoas”, conta ele, que chegou a debater o assunto em um programa de TV, acompanhado do roqueiro Lobão. Lordelo afirma ter a colaboração, no site, de ateus, agnósticos, deístas e até católicos. “Nosso grupo tem uma vertente deísta, ou seja, aqueles que acreditam em Deus, mas entendem ser desnecessária a intermediação da religião para compreendermos a vontade dele”, aponta. “Poderíamos assim definir ‘sem religião’ como um gênero e suas espécies como variações relacionadas às crenças”, explica.
    O próprio Lordelo se declara um deísta, e à sua maneira define Deus como sendo o próprio Design Inteligente, sem poder de influenciar ou decidir o destino dos homens. Lordelo acredita que há um crescimento deste segmento entre os que saem das fileiras evangélicas. “O que acontece é que muitas pessoas dizem ser de uma religião por imposição social ou por terem sido apenas batizadas nela”, assegura, classificando as instituições religiosas como meros suportes psicológicos, prejudiciais até às famílias. Apreciador de debates, o jovem diz que muitos cristãos participam do site com argumentos e críticas. “Alguns, porém, são mais agressivos”, reclama. Perguntado se ele mesmo não estaria estabelecendo um sistema de crenças que poderia ser taxado por alguém como uma nova religião, Lordelo responde enfático. “Com certeza que não!”
    “Encontrei novo sentido”
    Pedro Ivo de Souza Batista, 47 anos, voltou a ter fé há pouco tempo. Foi uma longa trajetória, que envolveu também suas escolhas políticas e intelectuais. “Deus usou a ciência. Na brecha que a gente dá, ele vem”, conta. Cearense, criado no catolicismo, no início da década de 80, sob influência da teologia da libertação, ele participou de movimentos políticos de contestação. Aos poucos, foi se bandeando até tornar-se um ateu convicto, aos 22 anos. “Não tinha sentido imaginar que Deus existia e que Jesus era seu Filho”, confessa.
    Com anos e anos de um ateísmo já arraigado, algo começou a deixar o militante de esquerda inquieto. Primeiramente atraído pela causa da ecologia, passou a ver um sentido novo para as coisas. “Comecei a discutir o universo, a criação, a formação da Terra, os elementos que compõem a vida. O processo evolutivo é tão sutil, tão delicado, que passei a pensar na existência de algo transcendental, acima da gente – algum arquiteto disso tudo”, lembra Pedro Ivo, que coordenou a Agenda 21 Brasil, no Ministério do Meio Ambiente, e é assessor parlamentar da senadora Marina Silva (PT-AC), ex-titular da Pasta. “Passei a ler sobre os cientistas e descobri que muitos viam na ciência um caminho para Deus.”
    Pois o caminho de Pedro Ivo não parou por aí. Ele parecia tomar um rumo mais esotérico, com interesse no budismo. A militância política, porém, o chamava para algo que unisse a idéia de transcendência com uma espiritualidade mais concreta. Incentivado pelos cristãos do gabinete de Marina Silva, ele resolveu ler a Bíblia e a aprender sobre Jesus Cristo. “Vi a forma como ele se relacionava com as pessoas, a natureza, a transcendência, todo o exemplo dele me tocou muito. A beleza do universo só seria possível com alguém muito amoroso e compassivo com todos. Cheguei à conclusão de que Jesus estava nesse processo todo”, afirma. “Voltei a Deus de uma forma muito racional. Não houve nada fantástico, não fui curado de nada. Mas na busca da esperança, encontrei esse amor incondicional”.
    Pela formação de esquerda – o que é “contraditório, mas não excludente”, diz –, Pedro Ivo ficou mais próximo ao protestantismo. Interessou-se pela Reforma de Lutero e pela forma democrática de ser dos evangélicos. “Há muito preconceito contra os crentes, muitas tentativas de colocá-los num padrão”, diz Pedro Ivo, que hoje congrega na Igreja Anglicana, em Brasília; “Meus amigos todos, comunistas, revolucionários, socialistas, não compreenderam minha nova posição. Acharam que eu estava perdendo o rumo, que abdicaria de minhas opções políticas e sociais, com as características do que sou”, revela. “Depois que a gente encontra fé, as coisas vão se revelando. Coisas muito bonitas, o Reino de Deus, a possibilidade de uma vida nova, a importância da oração”, conta. “Estou muito feliz, mais humano, mais filho de Deus”, resume, convicto.
    Fé sob ataque
    Propaganda ateísta assume ares de batalha cultural
    Não são poucos os que esperam que o cristianismo saia de cena de vez. Qualquer discurso que, entre suas argumentações, tangencie uma justificativa cristã, é repelido com veemência em artigos e editoriais na grande mídia. Quando o então Procurador-Geral da República Cláudio Fonteles, católico praticante, provocou, há dois anos, o Supremo Tribunal Federal a se manifestar sobre a legalidade ou não do uso de células-tronco embrionárias para pesquisa científica – tendo como argumento o direito à vida dos embriões congelados –, os principais articulistas do país o criticaram asperamente pela ousadia de tirar sua religião do foro íntimo para o debate no espaço público, no âmbito do Estado. Praticamente uma heresia.
    Ao que parece, os evangélicos, em especial, estão fadados a ficar confinados em uma espécie de córner de extrema direita, acuados e taxados de intolerantes e responsabilizados por guerras e preconceitos. A grande mídia norte-americana não teve pudor em bater duro no então recém-eleito presidente Barack Obama pelo simples fato de ele ter convidado o pastor Rick Warren – tido como conservador, ou, pecado maior, “fundamentalista” – para ser um dos religiosos a fazer a oração da posse, em janeiro. A crítica se baseava no fato de Warren simplesmente continuar pregando a salvação em Jesus e não concordar com casamento entre homossexuais.
    O clima nas universidades, na mídia e na política é de uma autêntica batalha cultural. “Minha experiência mostra que as universidades ocidentais não se preocupam com conhecimento e aprendizado, mas com ideologia”, disse no ano passado o teológo Rikk Watts, no seminário Cristianismo: Benção ou maldição?, promovido em Brasília (DF) pelo Centro Cristão de Estudos. “Se vamos salvar essas universidades, nós, cristãos, teremos que aprender a falar a verdade e conhecer a nossa história”, observou Watts, que é professor do seminário do Regent College, no Canadá, além de PhD em teologia em Cambridge e especialista em filosofia, história da arte e sociologia. “O problema é que a maior parte dos cristãos não sabe explicar diferentemente do que pregam pessoas como o cientista britânico Richard Dawkins, para quem todos os males do mundo vêm do cristianismo”, declarou. “Mas eu cheguei à conclusão, e não sou só eu, que não há nada que tenha feito tão bem ao mundo quanto o cristianismo”, ousa dizer o teólogo, que deve voltar ao Brasil em agosto, para novas conferências.

    Recuo paradoxal
    Na Inglaterra, a batalha em torno da fé chegou ao complicado trânsito londrino. Propaganda ateísta toma algumas dezenas daqueles tradicionais ônibus vermelhos, de dois andares, com a frase “Provavelmente não há Deus; agora pare de se preocupar e curta a vida”. O que pouco se noticiou é que o grupo que paga a propaganda, ligado a Dawkins, um pregador do ateísmo, resolveu agir para responder à criativa forma de evangelização encontrada pelo grupo interdenominacional Lamb of God (Cordeiro de Deus). Os crentes seguem colocando versículos bíblicos na lateral de vários ônibus londrinos. “Quando vier o Filho do homem, encontrará, porventura, fé na Terra?”, pergunta um dos anúncios, com o texto do Evangelho de Lucas (18.8).
    Em recente palestra proferida na milenar catedral de Saint Paul, em Londres, o arcebispo da Igreja Anglicana, Rowan Williams, defendeu a relevância cultural da fé cristã numa Europa pluralista e multiétnica. Ele refutava a tese de que o cristianismo não cabe em ambiente democrático. Para chegar lá, o arcebispo precisou refrescar a memória com 20 séculos de história, argumentando que a religião se disseminou como força civilizatória e democratizante. Do outro lado do Atlântico, debates intensos cercam o uso de símbolos cristãos em prédios públicos norte-americanos, tidos como desrespeitosos aos que não professam a fé cristã – ainda que nada menos três em cada quatro cidadãos do país se declarem adeptos da crença, entre protestantes, católicos e evangélicos.
    A posição de recuo do cristianismo, continuamente sob ataque, guarda pelo menos um paradoxo. Tida como página virada, a fé cristã ainda é professada pela maioria da população ocidental. Apesar de sofrer grandes revezes e estar sendo banido do espaço público – sendo desconsiderado como voz legítima no meio acadêmico, na mídia e na política –, a verdade é que as pesquisas sobre religião demonstram o enorme poder de influência do cristianismo. Na secularizada Europa, o número de pessoas que buscam a religião tem aumentado. Em 2005, pesquisa do Eurobarometter Poll mostrou, para surpresa de muitos, que 52% dos europeus afirmaram crer em um Deus pessoal, à maneira cristã, e outros 27% disseram acreditar que uma força espiritual e sobrenatural governa o universo.
    Estado laico
    No Brasil, o tom anti-religioso da mídia e dos meios acadêmicos também não deixa dúvidas de que o cristianismo, por aqui, já não parece ter a mesma força política e cultural. A ONG Brasil para Todos, que combate manifestações religiosas no âmbito do Estado, pediu ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que se pronunciasse sobre o uso de crucifixos em tribunais de todo o país. O grupo, que agrega de ateus e agnósticos a adeptos de várias religiões minoritárias (inclusive protestantes), defende o caráter laico do Estado brasileiro, consagrado pela Constituição – a mesma cujo preâmbulo evoca o nome de Deus. Eles dizem não haver espaço nos tribunais para o uso de crucifixos ou qualquer menção à fé cristã, atualmente confessada por quase 90% da população do país.
    O CNJ, surpreendentemente, preferiu não mexer no vespeiro e manteve a tradição do uso desses símbolos nos espaços judiciários. O jurista Ives Gandra Martins tem ressaltado, em resposta a quem combate a influência cristã – especialmente católica – no âmbito da Justiça, que o laicismo não deve ser confundido com ateísmo oficial. “Estado laico, que reconhece o fator religioso como componente constitutivo das sociedades humanas, não se confunde com Estado ateu, que rejeita toda manifestação religiosa”, afirma.

    Fonte: Cristianismo Hoje




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    "El Shaddai" : Conheça o game com forte influência teológica




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  • Culto Missão Haiti
  • Muita gente não conhece, mas já foi lançado. Você que só vive perguntando se existe game gospel. “El Shaddai: Ascension of the Metatron da Ignition Entertainment” não é o que podemos chamar de game gospel, porém tem uma forte influencia teológica na sua interpretação. A história é inspirada no Livro de Enoque (deuterocanonicals). &>98;nokku (Voz e Blake Ritson) é um pastor que procura sete anjos caídos para impedir que um grande dilúvio destrua a humanidade. Ele é ajudado em sua busca por (Rushiferu) (dublado por Jason Isaacs), um anjo da guarda encarregado da proteção do mundo que existe fora do fluxo do tempo, e por quatro Arcanjos: Raphael (Rafaeru), Uriel (Urieru), Gabriel (Gaburieru), e Michael (Mikaeru).


    El Shaddai: Ascensão do Metatron (Erushadai Asenshon obu za Metatoron) É um game de ação para a PlayStation 3 e Xbox 360. É desenvolvido e publicado pela Ignition Entertainment. O desenvolvimento do game é dirigido por Takeyasu Sawaki, designer de personagens como Devil May Cry e Okami. O jogo foi lançado em 28 de abril de 2011 no Japão. Ignição afirmou que uma versão para Nintendo Wii e PlayStation pode ser desenvolvida.


    Trailer do game:
    Trailer El Shadai

    Fonte: Start Gospel




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    Conheça réplicas da Arca de Noé pelo mundo


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  • Uma das histórias mais impressionantes da Bíblia é a de Noé, que mostra como a fé de um homem conseguiu salvar a humanidade e também todos os animais de um dilúvio. Ao longo da história muita gente tentou refazer o barco de Noé e hoje temos muitas réplicas dele espalhadas pelo mundo.


    Entre elas podemos citar a arca do Zoológico Bíblico de Jerusalém, em Israel. Ela foi criada a partir da imagem que se tem da Arca de Noé na maioria dos livros de histórias infantis.


    De acordo com os idealizadores do projeto, a arca foi criada para simbolizar o profundo compromisso do zoológico com a causa da preservação da natureza e de salvar espécies de animais ameaçadas de extinção.


    Ela funciona como um centro de visitantes, e possui em seu interior um auditório, uma galeria com exibições temporárias, sala de informática – que traz informações sobre os animais do zoológico e também sobre animais mencionados na Bíblia – uma loja de lembranças e uma cafeteria.


    Zoológico Bíblico de Jerusalém
    A primeira arca é a do Zoológico Bíblico de Jerusalém, em Israel (foto ao lado). Ela foi criada a partir da imagem que se tem da Arca de Noé na maioria dos livros de histórias infantis.
    De acordo com os idealizadores do projeto, a arca foi criada para simbolizar o profundo compromisso do zoológico com a causa da preservação da natureza e de salvar espécies de animais ameaçadas de extinção.
    Ela funciona como um centro de visitantes, e possui em seu interior um auditório, uma galeria com exibições temporárias, sala de informática – que traz informações sobre os animais do zoológico e também sobre animais mencionados na Bíblia – uma loja de lembranças e uma cafeteria.


    A construção de um sonho na Holanda
    Em 1992 o holandês protestante Johan Huibers, de 52 anos (foto abaixo), teve um pesadelo, de que a Holanda teria sido engolida pelo Mar do Norte. “No dia seguinte, comprei um livro sobre a Arca de Noé e nessa mesma noite tive a ideia de construir a embarcação”, conta ele.
    Ele construiu uma pequena primeira arca, com 70 metros de comprimento, e usou para levar os turistas para passear nos canais holandeses. Com parte do lucro obtido, surgiu a ideia de investir em um empreendimento ainda maior.
    Huibers então pegou um empréstimo no banco de 3 milhões de euros, e recebeu ajuda de 500 euros da igreja de sua comunidade e de 100 euros de sua mãe, de 93 anos.
    O barco está sendo construindo próximo ao rio Merwede, em Dordrecht (sul da Holanda), por 50 pessoas, entre voluntários que acreditam no sonho do holandês até funcionários contratados por ele.
    Seguindo as medidas do Antigo Testamento, a embarcação terá 150 metros de comprimento e pesará cerca de 3 mil toneladas, a madeira utilizada na construção é do pinheiro da Suécia. “É a que mais aproxima-se da resinosa, a árvore que Deus pediu a Noé para utilizar”, explica Huibers.
    No total, 1,6 mil animais de plástico, no tamanho natural e importados das Filipinas, vão ser embarcados, e a arca contará também com uma cópia do quarto de dormir de Noé. Nas paredes, murais contarão a história de diversas passagens bíblicas.
    Huibers acredita que a reconstrução da arca é uma forma de fortalecer e renovar o interesse pelo cristianismo nos países escandinavos. A apesar de seu sonho, ele afirma não acreditar que o dilúvio ocorra novamente, lembrando a promessa de Deus a Noé, segundo a qual, nunca mais o Criador ergueria sua mão para destruir suas criaturas.


    Réplica em Hong Kong
    Em um parque temático cristão, em Ma Wan, uma ilha de Hong Kong, também foi inaugurada uma réplica da Arca de Noé. Ela possui tamanho real, sendo a primeira de que se tem notícia.
    Construída a pedidos de organizações cristãs, a embarcação foi financiada pelos irmãos Kwok, três empresários chineses, em parceria com o governo de Hong Kong.
    Dentro do barco há exposições com animais raros como um nautilus, peixes, tucanos e aves exóticas. Também possui um jardim com cerca de 70 pares de réplicas em tamanho real de animais feitos em fibra de vidro e um palco de filmes de animação demonstrando como a arca original pode ter sido construída e como poderia ser ventilada.
    A Arca foi montada para dar a esperança de um novo começo aos que visitam a ilha de Hong Kong, uma divisão administrativa hoje ligada à República Popular da China.



    Fonte: Arca Universal




    Via: www.guiame.com.br

    segunda-feira, 25 de julho de 2011

    QUALIDADE DE VIDA NA FAMÍLIA



    A família, quando revitalizada pode lançar para a vida formas mais feliz para viver
         Vários problemas tem produzido o crescente desconforto nas famílias no mundo moderno.

         Com a globalização, a atual geração de pais vem sofrendo com sentimentos contraditórios em relação a seus filhos, pelas exigências de consumo, promovidos a todo vapor pela mídia, integrado ao modelo capitalista, voltado para a aquisição de bens, que resultam em falso poder.

         Um fator de impotência perante os filhos é quando os pais recebem baixa remuneração ou estão desempregados, ou melhor dizendo, seus salários não estão acompanhando a subida desenfreada da "inflação". Os filhos para se igualarem aos demais, fazem exigências que não podem ser atendidas, como dinheiro para comprar roupas, festas, programas de lazer, etc.

         Um conflito presente dentro de casa e a submissão dos pais em relação aos filhos por omissão ou incapacidade de passar as noções básicas de convivência social tais como limites, respeito a gerações mais velhas, respeito ao direito de cada um.

         A este, soma-se o aumento da violência no meio urbano, onde sair de casa ou permitir que os filhos saiam, gera insegurança na família e atrapalha o desenvolvimento natural da autonomia, tanto dos pais como dos filhos.

         O apelo ao sexo mau conduzido, as drogas lícitas e ilícitas, a cultura do oportunismo, impunidade, o poder a qualquer preço contribuem para a desestruturação pessoal, familiar e coletiva.

         Um processo de desestruturação familiar se manifesta, por exemplo, quando um dos filhos tem que assumir o lugar de um dos cônjuges ou vice-versa. Quando um dos pais não tem noção de limites, pelo afastamento afetivo dos cônjuges, pela falta de intimidade entre os membros da família, pela baixa manifestação de afeto, pelo não exercício do papel parental, pela falta de objetivos pessoais e familiares e pela banalização da relação sexual dos cônjuges.

         A família deste milênio está em crise?

         Em todos os tempos da história da humanidade a família passou por crises, mas se mantém até hoje como uma instituição forte e capaz de conduzir a felicidade. Apenas sofre transformações resultantes daquelas que também ocorrem no meio social e vice-versa. Assim, há um movimento sistêmico que alimenta a sociedade, mas que também dela se alimenta transformando uma a outra.

         Apesar de o mundo atual valorizar a busca do poder e cultuar o individualismo, impedindo vivências altruístas e de solidariedade, a família, quando revitalizada, pode lançar para a vida sujeitos capazes de buscar e propor formas mais humanizadoras e mais felizes para o viver social.

         E é no berço familiar que muitas vezes surge um dos pilares da sustentação familiar: a consciência da importância de um estado de corpo e mente sadios.

    Data: 30/6/2011 09:40:19
    Fonte: saudenainternet

    quinta-feira, 21 de julho de 2011

    Aprovado no Congresso, mensal sobre para R$ 616 em 2012

    SALÁRIO MÍNIMO
    Aprovado no Congresso, mensal sobre para R$ 616 em 2012
        O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2012, aprovado pelo Congresso, manteve o valor do salário mínimo previsto pelo Executivo de R$ 616,34. Além disso, a LDO estabelece que o Orçamento da União para o ano que vem terá que preservar uma dotação para o aumento real aos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
        O Congresso alterou a proposta do Executivo de excluir de reajuste, em 2012, o auxílio-alimentação e a assistência pré-escolar, médica e odontológica quando o valor do benefício pago aos aposentados e pensionistas superar o valor médio da União, praticado em março de 2011. Os deputados e senadores mantiveram nessa regra, apenas, o auxílio-alimentação.
        O presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), considerou as mudanças nas regras de reajuste dos benefícios previdenciários um avanço.“Enquanto na Europa se cria um movimento de acabar com o Estado Social de Direito, nós aqui no Brasil e nos países em desenvolvimento, estamos em um movimento contrário garantindo os direitos sociais.”
        No que diz respeito às transferências de recursos para o setor privado, a LDO para 2012 acrescenta novas entidades beneficiáveis, como as de assistência social que trabalhem com idosos, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou risco, além de habilitação de pessoas com deficiências. Pelo texto, a entidade que receber recursos para investimento terá que comprovar capacidade gerencial, operacional e técnica para desenvolver as atividades e informar a quantidade e qualificação de seus profissionais.
        O relator-geral, Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG), preservou os parâmetros macroeconômicos do governo federal pelos quais o crescimento esperado da economia brasileira neste ano será de 4,5% e 5% em 2012. A meta de inflação prevista pelo Índice de Preço ao Consumidor Agregado (IPCA), para 2011, continua em 5%, segundo o relator da LDO e de 4,5% em 2012.
        Sobre as “metas e prioridades de 2012”, o relator-geral incluiu o pagamento pelo Executivo das emendas individuais de deputados e senadores, além das ações referentes ao Programa de Aceleração e Crescimento (PAC) e à superação da extrema pobreza, já previstas no texto do Executivo.
        Quanto às metas de superávit primário para 2012, a LDO aprovada pelo Legislativo manteve o valor nominal de R$ 139,822 bilhões para União, estados e municípios. Desse total, R$ 96,973 bilhões caberá ao governo federal. Os deputados e senadores restringiram, entretanto, a redução máxima desse valor em R$ 40,6 bilhões, no caso das ações previstas no PAC.
       O déficit nominal aprovado não poderá ser superior a 0,87% do PIB e o crescimento das despesas correntes – gastos com pessoal, por exemplo – não poderá superar o crescimento dos investimentos. Já as emissões de títulos da dívida do Tesouro Nacional terão que ser previstas na lei orçamentária e nos créditos adicionais.
        De acordo com o texto aprovado, acerca da paralisação de obras públicas, por conta de problemas detectados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), os congressistas estabeleceram que a decisão deverá ser encaminhada pelo órgão à Comissão Mista de Orçamento no máximo em 40 dias, a contar da conclusão das auditorias.
        Também ficou definido na LDO que dentro desse prazo de 40 dias, 15 serão reservados para a manifestação preliminar do gestor da obra. Foi estabelecido, ainda, que a suspensão das obras e serviços só poderá ser evitada por decisão da Comissão Mista de Orçamento.
        Além disso, segundo o texto da LDO, o governo federal não poderá executar qualquer investimento antes de aprovado o Orçamento Geral da União, pelo Congresso. O texto do Executivo previa investimentos, mesmo sem a sanção do orçamento até 31 de dezembro, em obras do PAC e com inversões financeiras relativas à participação da União no capital de empresas.
    Data: 16/7/2011 08:15:00
    Fonte: Agência Brasil

    A SEXUALIDADE FEMININA


    Para pastora Angela Sirino há seguro contra adultério
    Por: Celso de Caravalho - Redação Creio

          Se para os homens cristãos o tema ainda é um tabu, para mulheres conversar sobre sexo pode soar como vulgaridade. Pastora Angela Sirino caminha de forma tênue a conversar sobre o assunto. Autora e conferencista, ela fala sobre o tema com clareza e bom humor  sem perder a seriedade e temor necessários. Viajando pelo Brasil dando palestras, esteve na EXPOBETIM CRISTÃ e conversou com o CREIO. Entre suas frases que pode assustar os cristãos mais conservadores ela  orienta que há um seguro contra o adultério.
            Membro da Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Esperança em Goiânia, pastora Angela tem 12 livros publicados sempre falando do resgate da mulher.
            Seu mais recente "Geladeira ou Fogão" Angela tece um papo  sobre os tabus que a mulher enfrenta. Para a especialista a mulher cristã vive em busca de cinco felicidades: Espiritual, Familiar, Emocional, Profisisonal e Sexual. Um dos motivos  para o fracasso no casamento é que todas elas sonham com o príncipe encantado. “Muitas mulheres não deixam pai e mãe, não conseguem se adaptar; Enfrentam dívidas; Não tem mais sonhos em comum com marido; e não tem a sexualidade correspondida no casamento”, declara.
            A ânsia de ajudar outras companheiras surgiu após ouvir de seu pai, que cometia adultério, a sentença: Se você não oferecer o que há de melhor ao seu marido em casa ele buscará na rua. “Mostramos que a mulher é o elemento regente no elemento sexual. Frisamos importantes dicas para bom relacionamento como: Conversa, inimidade,Higiene Feminina e explico como ela consegue tudo na intimidade"
              Na palestra muito divertida a conferencista usa elementos bíblicos para promover este bate papo sobre sexualidade feminina. "A Bíblia fala que a mulher sábia edifica sua casa. A cozinha representa o pão de cada dia. A sala descreve sobre comunicação; A varanda indica o Lazer e o quarto responde sobre a intimidade do casal. "
             Num tom provocador ela questiona: Há seguro contra o adultério? Pastora Angela diz que sim: "Alimente bem seu marido. O casamento pode ser o cantinho do céu na terra"

    Para conhecer mais acesse www.angelasirino.com.br ou pelo email:contato@angelasirino.com.br
     Fonte: http://www.creio.com.br/2008/noticias01.asp?noticia=14504

    quarta-feira, 20 de julho de 2011

    IGREJA REAL X IGREJA IDEAL

    LIDERANÇA


    As igrejas locais nunca foram e nunca serão perfeitas aqui na terra
    Por: Davi Alencar Santana
         A igreja primitiva nasceu debaixo de inúmeros inimigos externos, como o Sinédrio, o poder de Roma e seus imperadores, os judeus adeptos das seitas judaicas, como os fariseus e saduceus e ainda os partidos políticos, como o dos herodianos. Enfim, havia muita perseguição e oposição, porém o inimigo mais perigoso não era o que vinha de fora e sim o interno, que atacava, como um câncer, as estruturas espirituais do organismo vivo, da comunidade cristã, de dentro para fora.

         A carta de Paulo aos coríntios tem muito a nos ensinar, devido ao seu conteúdo, que discorre sobre problemas que foram tratados, e eram muito semelhantes aos que as igrejas locais hoje enfrentam. Problemas conjugais, desunião, desordem no culto, vaidade de pregadores, falta de sabedoria no uso dos dons espirituais, desconhecimento das doutrinas básicas da fé cristã, entre tantos outros, existiam naquela comunidade de fé.

         As igrejas locais de hoje, tem muito em comum com a igreja de Corinto, tanto em suas virtudes como nos seus defeitos. Nesta carta vai ficar evidente que elas têm um lado muito lindo a ser observado e expandido no tocante ao uso, dos dons espirituais, contudo vai ficar claro também que temos grandes problemas a serem abordados com muita seriedade, que é a ausência de espiritualidade, por falta de observância do fruto do Espírito, na vida de muitos membros e porque não dizer de muitos obreiros também.

         As igrejas locais nunca foram e nunca serão perfeitas aqui na terra. Partindo desta conclusão nós evitaremos a ilusão de exigir algo de nós e dos outros que nunca iremos alcançar. Enquanto vivermos neste corpo, teremos que conviver com muitas limitações e fraquezas, que só serão vencidas e amenizadas com uma maturidade maior de cada filho de Deus.

         Devemos trabalhar para ter uma igreja ideal, segundo o modelo bíblico, contudo já sabendo de antemão que vivemos em uma igreja real, não de anjos ou de seres glorificados e impossibilitados de pecar. Isto evitará muitas decepções.

         As igrejas locais amadurecerão muito, se conseguirem aplicar os ensinamentos divinamente inspirados desta carta, em sua vida prática, seja de forma coletiva ou individual.

    Data: 6/7/2011 09:14:23

    segunda-feira, 18 de julho de 2011

    O Propósito de Deus para a Família.

    Somente pelo retorno ao padrão de Deus para nossas famílias poderemos começar a entender as grandes bênçãos que ele preparou para nós em lares construídos sobre a rocha sólida da sua palavra.
    Dennis Allan.


    "Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; Se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela" (Salmo 127:1).

    Deus nos criou e designou o casamento e a família como a mais fundamental das relações humanas. Em nosso mundo de hoje em dia, vemos famílias atormentadas pelo conflito e arrasadas pela negligência e o abuso. O divórcio tornou-se uma palavra comum, significando miséria e dureza para os múltiplos milhões de suas vítimas. Muitos homens jamais aprenderam a ser esposos e pais devotados. Muitas mulheres estão fugindo de seus papéis dados por Deus. Pais que não têm nenhuma idéia de como preparar seus filhos estão assim perturbados pelo conflito com seus rebentos rebeldes. Outros simplesmente abandonam seu dever, deixando filhos sem qualquer preparação ou provisão.

    Para muitas pessoas, hoje em dia, a frase familiar e confortadora "Lar, Doce Lar" não é mais do que uma ilusão vazia. Não há nada doce ou seguro num lar onde há o abuso, a traição e o abandono.

    Haver uma solução? Poderemos evitar tais tragédias em nossas famílias? Poderão os casais jovens manter o brilho do amor e do otimismo décadas depois de fazerem os votos no casamento? Haverá esperança de recuperação dos terríveis erros do passado?

    A resposta para todas estas perguntas é SIM! As soluções raramente são fáceis. A construção de lares sólidos não acontece por pura sorte. Somente pelo retorno ao padrão de Deus para nossas famílias poderemos começar a entender as grandes bênçãos que ele preparou para nós em lares construídos sobre a rocha sólida da sua palavra. Consideremos brevemente alguns princípios básicos ensinados na Bíblia sobre a família.


    O Propósito Básico de Deus para a Família.

    Quando temos dificuldade com a geladeira, entendemos que o fabricante, que escreveu o manual do usário, sabe mais sobre o aparelho do que nós. Lemos o manual para resolver o problema. Quando vemos tantos problemas nas famílias de hoje, só faz sentido que nosso Criador, que escreveu o "manual do usuário", sabe mais a respeito da família do que nós. Precisamos ler o manual para achar como construir e manter bons lares. Encontramos estas instruções na Bíblia. Ela nos guia em cada aspecto do serviço a ele, incluindo a realização de nossos papéis na família.

    Casamento

    A família começa com o casamento. Quando Deus criou Adáo e Eva, ele revelou seu plano básico para o casamento: "Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gênesis 2:24). Este plano é claro. Um homem ligado a uma mulher. Milhares de anos mais tarde, Jesus afirmou que este ainda é o plano de Deus. Ele citou este versículo e acrescentou: "Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mateus 19:6). Este casamento é uma relação para toda a vida. Somente a morte deve cortar este laço (Romanos 7:1-3).

    Deus aprovou as relações sexuais somente dentro do casamento. Não há nada de mal ou impuro sobre as relações sexuais dentro de um casamento aprovado por Deus (Hebreus 13:4). Esposos e esposas têm a responsabilidade de satisfazer os desejos sexuais (dados por Deus) aos seus companheiros (1 Coríntios 7:1-5).

    Todas as outras relações sexuais são sempre e absolutamente erradas. Relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo são absolutamente proibidas por Deus (Romanos 1:24-27; 1 Coríntios 6:9-11). Deus não criou Adão e João. Ele fez uma mulher, Eva, como uma parceira apropriada para Adão. As relações sexuais antes do casamento, mesmo entre pessoas que pretendem se casar, são condenadas por Deus (1 Coríntios 7:1-2, 8-9; Gálatas 5:19). As relações sexuais extra-conjugais são também claramente proibidas (Hebreus 13:4).

    Filhos

    Casais assim unidos diante de Deus pelo casamento gozam o privilégio de terem filhos. Deus ordenou a Adão e Eva e aos filhos de Noé que tivessem filhos (Gênesis 1:28; 9:1). Ainda que nem todas as pessoas tenham que se casar, e que nem todas terão filhos, é ainda o plano básico de Deus que os filhos nasçam dentro de famílias, completas com pai e mãe (1 Timóteo 5:14). Em lugar nenhum da Bíblia encontramos autorização para uma mulher ter relações sexuais para conceber um filho, antes ou sem casamento. A paternidade solteira, que está se tornando moda em nossa sociedade moderna é um afastamento do plano de Deus que terá sérias conseqüências para as gerações vindouras.


    Papéis Dados por Deus Dentro da Família.

    Dentro desta estrutura do propósito Divino, consideremos os papéis que Deus atribuiu aos homens, mulheres e filhos.

    Homens: Esposos e Pais

    A responsabilidade dos esposos é bem resumida em Efésios 5:25: "Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela". O esposo tem que colocar as necessidades de sua esposa acima das suas próprias, mostrando devoção desprendida aos melhores interesses da "parte mais frágil" que necessita da sua proteção. Ele tem que trabalhar honestamente para prover as necessidades da família (2 Tessalonicenses 3:10-11; 1 Timóteo 5:8).

    Os pais são especialmente instruídos por Deus para preparar seus filhos na instrução e na disciplina do Senhor (Efésios 6:4). Este é um trabalho sério e, às vezes, difícil, mas com resultados eternos! Os espíritos de seus filhos existirão eternamente, ou na presença de Deus ou separados dele. A maior meta de um pai para seus filhos deveria sempre ser a salvação eterna deles.

    Mulheres: Esposas e Mães

    Uma esposa tem um papel muito desafiador no plano de Deus. Ela tem que complementar seu esposo como uma auxiliar submissa, que partilha com ele as experiências da vida. As pressões da sociedade moderna para rejeitar a autoridade masculina não obstante, a mulher devota aceita seu papel como aquela que é cuidadosamente submissa ao seu esposo (Efésios 5:22-24; 1 Pedro 3:1-2). As mulheres de hoje em dia que rejeitam este papel dado por Deus estão na realidade difamando a palavra dele (Tito 2:5).

    Deus instrui as mulheres para mostrarem terna afeição aos seus esposos e filhos, e a serem honestas e fiéis donas de casa (Tito 2:4-5). Apesar dos esforços de algumas pessoas para desvalorizar o papel das mulheres que são dedicadas a suas famílias, Deus tem em alta estima a mulher que é uma boa dona de casa e uma amorosa esposa e mãe. Tais mulheres devotas são também dignas de respeito e apreciação de seus esposos e filhos (Provérbios 31:11-12,28).

    Filhos: Seguidores Obedientes

    Deus também definiu o papel dos filhos. Paulo revelou em Efésios 6:1-2 que os filhos deverão:

    1. Obedecer a seus pais. Deus colocou os pais nesta posição de autoridade e os filhos têm que respeitá-los. Muitas pessoas consideram a rebeldia de uma criança como uma parte comum e esperada do "crescimento", mas Deus coloca-a na lista com outros terríveis pecados contra ele (2 Timóteo 3:2-5).

    2. Honrar seus pais. Os pais que sustentam, instruem e preparam seus filhos devem ser honrados. Jesus mostrou que esta honra inclui prover as necessidades dos pais idosos (Mateus 15:3-6).

    Lares Piedosos Nestes Dias?

    É, freqüentemente, muito difícil corrigir anos ou mesmo gerações de erros. Mas está claro que o único modo pelo qual podemos esperar ter boas famílias construídas nos princípios divinos é voltar ao plano que Deus tem revelado. Temos que estudar a Bíblia, aprender estes princípios, aplicá-los em nossas vidas, e ensiná-los aos nossos filhos e aos outros. Lembre-se, os benefícios serão eternos!

    Você está construindo seu lar sobre a fundação da palavra de Deus?


    Fonte: Estudos da Biblia

    NUNCA GANHAREMOS O BRASIL À CRISTO

    NUNCA GANHAREMOS O BRASIL À CRISTO
    Jornalista Maurício Zagari expõe seus pontos de vista e tese
    NUNCA GANHAREMOS O BRASIL PARA CRISTO
    Ouço frequentemente uma conclamação feita nos mais variados recônditos do universo evangélico: Vamos ganhar o Brasil para Cristo!!! Bem, lamento informar, mas nós nuncavamos ganhar o Brasil para Cristo. E antes que você, espantadíssimo com minha falta de fé, me acuse de derrotismo ou mesmo de estar a serviço do mal, deixe-me explicar.
    Como não acredito na doutrina da confissão positiva (o hábito antibíblico de “decretar a vitória”, “profetizar a bênção” e “tomar posse pela fé” que, se você não sabe, foi incorporado ao cristianismo a partir de práticas de religiões pagãs da Nova Era – mas essa é outra conversa) nao vejo dolo em fazer essa afirmação, que é fruto de uma observação bíblica, histórica e contextual. E justifico minha posição, apresentando aqui as razões pelas quais não creio que o Brasil será ganho para Cristo:
    1. Aspectos biblicos:
    A Bíblia nunca promete que nações inteiras se converteriam ao Senhor em nossos dias. Ela fala: “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim” (Mt 24.14) mas em momento algum promete que isso resultaria em conversões em nível nacional. Anunciar o Evangelho é uma coisa. Ele resultar em conversões é algo bem diferente. Pelo contrário. Como já abordei no post Louvados e glorificados sejam os números, a Palavra de Deus é clara ao afirmar que a minoria herdaria o Reino dos Céus:
    –> “Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram” (Mt 7.13,14).
    –> “Alguém lhe perguntou: ‘Senhor, serão poucos os salvos?’. Ele lhes disse: ‘Esforcem-se para entrar pela porta estreita, porque eu lhes digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. Quando o dono da casa se levantar e fechar a porta, vocês ficarão do lado de fora, batendo e pedindo: ‘Senhor, abre-nos a porta’. ‘Ele, porém, responderá: ‘Não os conheço, nem sei de onde são vocês’. “Então vocês dirão: ‘Comemos e bebemos contigo, e ensinaste em nossas ruas’. “Mas ele responderá: ‘Não os conheço, nem sei de onde são vocês. Afastem-se de mim, todos vocês, que praticam o mal!’.”. (Lucas 13.23-27).
    –> “Não tenham medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai dar-lhes o Reino” (Lucas 12.32).
    –> “Pois muitos são chamados, mas poucos são escolhidos” (Mt 22.14).
    Ou seja: não há na Bíblia nenhuma promessa ou sugestão de que haverá multidões de salvos entrando em nível nacional pelos portões do Céu. Não: a salvação é para poucos. Repare que na parábola do semeador (Mt 13) a maioria das sementes não frutifica, apenas uma pequena parte delas germina e dá frutos.
    Gostaria eu que fosse diferente. E temos sempre que fazer de tudo e empreender todos os nossos esforços para que o máximo de pessoas receba a mensagem da Salvação. Temos que pregar o Evangelho a toda criatura. Mas no que tange à Biblia não posso afirmar o que ela não afirma só porque me faria sentir melhor. A verdade é o que é.
    2. Aspectos históricos.
    Fala-se muito de avivamento, de pátrias que foram sacudidas pelo poder do Espírito e que se transformaram em nações cristãs de fato, com milhares de conversões e manifestações inefáveis do poder de Deus. Isso é verdade. Moveres sobrenaturais de Deus levaram alguns países, em períodos determinados da História, a buscar coletivamente uma aproximação maior de Cristo e uma vida de santidade. Foi assim no Primeiro e no Segundo Grande Despertamentos dos séculos 18 e 19, por exemplo. Mas minha pergunta é: como estão essas nações hoje?
    A verdade nua e crua? Espiritualmente falidas.
    Os Estados Unidos, avivados pela pregação de bastiões como Jonathan Edwards e George Whitefield, são hoje um país cristão não-praticante, pérfido, devasso e sem nenhum tônus espiritual, que fez o que fez no Oriente Médio sob a direção de um presidente supostamente evangélico. Um país onde a Igreja tem aceito a ordenação de bispos cuja orientação sexual em outras épocas jamais seria aceita e que inventou a Teologia da Prosperidade. Um país espiritualmemte e moralmente em bancarrota, que exporta para o mundo filmes, programas de TV e músicas abomináveis pela moral bíblica.
    Já a Inglaterra, país que na época de John Wesley se viu renovado espiritualmemte, hoje mal se lembra que há um Cristo. No restante da Europa, encontramos países como Espanha e Portugal, com menos de 1% de cristãos reformados. Nos berços da Reforma Protestante, Alemanha e Suíça, a Igreja evangélica tornou-se uma entidade fantasma, com igrejas vazias e nenhuma influência sobre a vida da sociedade.
    E isso falando de nações que estão debaixo de nossos olhos. Se voltarmos alguns séculos no passado encontraremos os países do Oriente Médio com quase toda a população cristã. Você talvez não saiba disso, mas até o século VI d.C. regiões que hoje compõem países como Turquia, Irã, Iraque, Marrocos e Arábia Saudita, atualmente considerados não-alcançados pelo Evangelho, tinham suas populações quase que totalmente cristãs. Até que veio o islamismo e tomou esses países,  transformando-os em nações muçulmanas.
    O resumo da ópera é que para se “ganhar uma nação para Cristo” é preciso um milagre. Não só um milagre de  conquista, mas um milagre de preservação. Ou seja: reconquista diária. E milagres são a exceção, não a regra.
    3. Aspectos contextuais (atuais)
    Este é o ponto principal desta reflexão. Para que se pregue o Evangelho a uma pessoa pecadora, mais do que proclamar a Verdade é preciso viver a Verdade. Se eu sou um homem notoriamente devasso, mentiroso, pérfido e sem caráter, de nada adiantará eu chegar para alguém e pregar o Evangelho. Pois ele dirá “ser cristão é isso aí? Tou fora, fala sério!”. E essa mesma realidade se aplica a uma nação. Para que a Igreja de Jesus evangelize uma nação e a “ganhe para Cristo”, ela tem que dar o exemplo. Isso é imperativo. Mais do que pregar a Verdade, tem que viver a Verdade. E é com muita dor no coração que constato que nós não temos feito isso. Não temos sido exemplo. Compartilho alguns sintomas que me mostram que a Igreja brasileira não está capacitada para ganhar a nação para Cristo:
    ●  A maior parte da Igreja visível no Brasil de hoje é espiritualmemte flácida e complacente com o pecado: o comportamento visível dos cristãos diante da sociedade não tem sido muito diferente do comportamento dos não-cristãos. Em geral, somos agressivos, arrogantes, vingativos, mentirosos e egocêntricos. Fraudamos impostos, passamos cheques sem fundos, não honramos nossa palavra. Nossos seminaristas colam nas provas. Não cedemos lugar no ônibus para o idoso, fingimos que não vemos o mendigo, jamais emprestamos o ombro a um órfão sequer e muito menos a uma viúva. Articulamos dentro das igrejas para conseguir ocupar cargos de destaque. Usamos a sexualidade de modo tão mundano como qualquer personagem da novela das oito. Nossas conversas são torpes, falamos mal dos outros pelas costas, jogamos irmãos contra irmãos, contamos anedotas pesadas e fazemos piada com a manifestação dos dons do Espírito Santo. E por aí vai. Uma Igreja assim não tem a menor moral de pregar o arrependimento de pecados para o mundo: primeiro ela própria tem de se arrepender.
    ● O modelo de igreja predominante no Brasil não forma cristãos sólidos. Como afirmou este ano em uma de suas palestras na Conferência da Sepal o Bispo Primaz da Igreja Cristã Nova Vida, Walter McAlister, o modelo de igreja-show não forma discípulos de Cristo. Enquanto formos aos cultos apenas para assistir a algo que se passa num palco e não para participar; enquanto não nos submetermos a um discipulado radical; enquanto não resgatarmos o papel de família de fé das nossas igrejas, nunca conseguiremos formar cristãos minimamente capazes de viver e compartilhar com eficiência sua fé com uma pessoa, que dirá com uma nação.
    ● O evangélico brasileiro não gosta de ler. Lidos sob o poder e a iluminação de Deus, livros são o alicerce da transformação. Mas nossos jovens preferem videogames, televisão, internet e no máximo inutilidades como a série “Crepúsculo” do que livros essenciais para a formação de um caráter cristão. E sem uma mente bem formada nos tornamos incapazes de pensar uma nação. Quanto mais transformá-la. O poder de Deus age, mas age por intermédio de seres humanos – que precisam ter bagagem intelectual para explicar e transmitir. E ainda lemos muito menos do que deveríamos. E a qualidade do que lemos, em geral, deixa muito a desejar.
    ● Somos analfabetos bíblicos. Uma pesquisa recente feita entre os líderes de jovens de certa denominação mostrou que menos de 30% deles tinham lido a Bíblia toda. Repare: estamos falando de líderes! Aqueles que deveriam ensinar os outros! Se não lemos, não conhecemos, e se não conhecemos… o que vamos pregar? Nossa teologia é formada a partir daquilo que ouvimos em corinhos, assistimos em péssimos programas evangélicos de TV, lemos em frasezinhas soltas no twitter e em adesivos de automóveis. Mas são poucos os que realmente se dedicam ao estudo sistemático e aprofundado das Escrituras. Então vamos ganhar o Brasil pra Cristo, mas… que Cristo? Se não conhecemos o Cristo segundo as Escrituras o apresentam, que Cristo é esse que estamos pregando? Se não entendemos a Palavra por não conhecê-la, que Palavra é essa que estamos pregando? Sem conhecer a Bíblia não temos absolutamente nada a oferecer em termos espirituais à nação.
    ● Grande parte da Igreja evangélica brasileira é egocêntrica. Ora por si e pelos seus. Pede bens materiais, emprego, carro e casa própria em suas orações. Quer a cura de suas enfermidades. Mas não se dedica muito a interceder pelo próximo, orar pelo arrependimento dos pecados e buscar sanar os males da sociedade. Não ora pelos pobres. Não estende a mão ao faminto. Não olha para o próximo. Não se devota. Não considera o outro superior a si em honra. E ganhar uma nação para Cristo exige olhar, antes de tudo e antes de si mesmo… para a nação.
    ● A Igreja está hedonista. Quer prazer. Quer alegria. Quer ser feliz da vida. Quer emoção. Que louvores vazios mas emocionantes. Quer cantores carismáticos, mesmo que pouco espirituais. Quer shows e não momentos de intimidade com Deus. Quer se sentir bem. Quer cultos que atendam às suas necessidades. Quer pregações que a faça sorrir. Quer enriquecer e ter uma vida abastada. Só que antes de ganhar uma nação para Cristo temos que chorar muito, nos humilhar, esquecer o que nos faz bem e buscar o que faz bem à nação. E orar. Orar! A Igreja hoje celebra muito, canta muito… mas ora de forma mirrada, esquelética. Só que pouca oração e muita celebração não farão nação alguma se converter. Se ganharmos o país para esse modelo de cristianismo o que faremos é transformar o Brasil numa grande rave gospel, com festa atrás de festa, celebração após celebração e pouca ou quase nenhuma vida íntima com Cristo.
    ● Grande parte da Igreja tem pregado um evangelho mentiroso.  O que se tem divulgado é um Jesus fictício, complacente, eternamente alegre e exultante, que nos garante “plenitude de alegria, todo dia”. Mas o Cristo de verdade quer que tomemos nossa cruz para segui-lo. Que morramos para nós mesmos. Que deixemos pai e mãe para ir após Ele. Mas a nação não quer fazer nada disso. E para ganhar a nação para Cristo ela tem que saber que terá de abrir mão de muita coisa, de esvaziar-se de suas vontades e desejos e seguir um caminho de renúncia e muitas vezes de sofrimento. Ganhar a nação para Cristo significa propor a ela: tome sua Cruz e siga-me. Arrependa-se de seus pecados, abra mão de seu eu e mude de vida. Honestamente: é isso que temos pregado?
    ● A Igreja está dividida. A Palavra nos diz que “Se um reino estiver dividido contra si mesmo, não poderá subsistir” (Mc 3.24). Mas deixamos nossas paixões denominacionais suplantarem a unidade. Nós, pentecostais, fazemos piada com os tradicionais. Os tradicionais ridicularizam os pentecostais.  Todos menosprezamos os neopentecostais. Nos tornamos “anti” qualquer coisa que não sejamos nós mesmos. Nas tentativas de unir a Igreja perde-se tempo com discussões inócuas e vaidosas. Esquartejamos o Corpo de Cristo. E ainda assim queremos acrescentar uma nação inteira a esse Corpo? Como? Se não depusermos as hostilidades e buscarmos a unidade – verdadeira e sincera – uma nação ganha para Cristo sob esses moldes de igreja desunida seria um grande frankenstein.
    ● Nossas motivações são equivocadas. Queremos ganhar o Brasil pra Cristo não por amor às almas perdidas, mas sim para garantir nosso galardão no céu ou para finalmente fazermos parte do clube que representa a maioria e não a minoria. Queremos é estar por cima. Falta-nos, mais do que amor pelo Brasil, amor por cada brasileiro.
    ● Estamos tentando avançar na sociedade utilizando cargos políticos e legislações. Queremos ganhar o Brasil não para Cristo, mas para projetos de poder mascarados de cristianismo. E isso elegendo políticos supostamente comprometido com o Evangelho, fazendo marchas e protestos, usando de politicagens e chantagens políticas e organizando lobby no Planalto. E nada disso são armas espirituais. Nada disso nunca vai, de modo algum, glorificar o Senhor. Apenas cumprirá uma agenda política e nada mais.
    Haveria muitos outros problemas que poderíamos desenvolver aqui, mas não quero me alongar mais. Não quero parecer um profeta do apocalipse, pintando um cenário pessimista. Minha intenção não é essa. Mas me atreveria a perguntar: será que os problemas que apontei acima são fruto da minha imaginação ou você consegue enxergá-los ao seu redor? Alguns poderiam dizer que o que escrevi não é nada edificante, mas… Há algo mais edificante que reconhecer nossos pecados para que possamos refletir sobre eles, arrepender-nos e consertar os erros? Não é isso que significa edificar? Construir? E, se preciso for, reconstruir? Parar de varrer a sujeira para baixo do tapete e acertar as coisas?
    Há focos de resistência. Pequenos grupos que buscam viver uma espiritualidade real, profunda, desinteressada. Mas são grupos desconhecidos, pequenas igrejas escondidas, pastores que pregam para poucos e que proclamam o Evangelho como ele é, sem o desejo de agradar mais ao homem que a Deus. Cristãos que se abraçam e se amam de modo entregue e que se devotam à causa de Cristo e ao próximo. Esses são o remanescente fiel. São o último alento. Mas estão longe das câmeras de TV, das grandes gravadoras, dos eventos faraônicos, reunidos em silêncio, buscando a face de Deus sem fazer balbúrdia, sob as sombras do bem-aventurado anonimato. Eles são a semente da minha esperança.
    Acredite: eu gostaria de que o Brasil fosse ganho para Cristo. Gostaria imensamente. Gostaria de viver numa pátria onde o Evangelho ditasse o procedimento das pessoas. Gostaria de poder afirmar: “Feliz é a minha nação, pois seu Deus é o Senhor”. Mas o que vejo ao meu redor não me permite fingir que está tudo bem. Não está. A Igreja de Cristo precisa se repensar e se acertar antes de empreender projetos de conquista. E isso urgentemente. Um exército desorganizado, desunido e despreparado não conquistaria nem um vilarejo, quanto mais uma nação.
    Precisamos de um milagre. É caso de vida ou morte. E morte eterna. Precisamos nos arrepender dos caminhos pop e egoístas que estamos trilhando. Precisamos voltar a orar com um coração generoso. Precisamos nos humilhar. Precisamos clamar por misericórdia. Precisamos parar de tentar vencer o mundo no peito e na raça e tentar vencer, antes de qualquer outra coisa, nossas próprias concupiscências com o rosto no pó e os joelhos calejados. Essa luta não se vence com gritos, protestos, marchas, lobbies políticos e partidarismos, mas com lágrimas. Até caírem as escamas de nossos olhos e enxergarmos a dimensão espiritual que existe por trás da cortina da matéria continuaremos agindo como o servo de Eliseu, que não via o exército celestial do lado de fora de sua casa e desejava agir segundo os métodos do mundo e não os do Espírito.
    Até lá, antes de pensarmos em ganhar o Brasil para Cristo, deveríamos nos preocupar em ganhar a nós mesmos para Ele. E isso diariamente. Pois é mediante a  transformação pessoal, de um a um, alma a alma, no campo do micro, que alcançaremos o macro. Caráter. Espiritualidade. Intimidade com Deus. Estudo aprofundado das Escrituras. Leitura de autores sérios. Menos exultações e mais contrição. Amor ao próximo de fato, comprovado em atos. Sem atitudes como essas, ganhar a nação para Cristo é um sonho distante. E, honestamente, impossível.
    Paz a todos vocês que estão em Cristo.
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    Data: 20/6/2011 08:13:26
    Fonte: http://apenas1.wordpress.com/